Cidade pró-Kadafi no deserto desafia novo governo líbio

Para rebeldes, única opção é tomar Bani Walid à força; negociações continuam

MARIA GOLOVNINA, REUTERS

05 Setembro 2011 | 08h32

Forças líbias aguardam na segunda-feira ordens para invadir uma cidade no deserto que está dominada por combatentes leais a Muamar Kadafi, depois do fracasso nas negociações para sua rendição.

 

Veja também:

blog TWITTER: Siga nossos enviados

forum OPINE: Onde se esconde Kadafi?

especialESPECIAL: Quatro décadas de ditadura na Líbia

lista ARQUIVO: ‘Os líbios deveriam chorar’, dizia Kadafi

 

Soldados leais ao ex-governante resistem em Bani Walid, que fica 150 quilômetros a sudoeste de Trípoli, e também na litorânea Sirte, terra natal de Kadafi, e num trecho de território que se estende deserto adentro.

"A porta ainda está aberta para negociações. Nossa oferta continua de pé", disse Mohammed al Fassi, comandante das forças do Conselho Nacional de Transição (CNT) nos arredores de Bani Walid.

"A oferta é para que pessoas que cometeram crimes em nome de Kadafi sejam postas em prisão domiciliar até que um novo governo seja formado. Algumas delas aceitaram isso, mas outras disseram que não."

Questionado sobre a possibilidade de tomar Bani Walid à força, Fassi disse: "Não há outra opção."

As intensas negociações do fim de semana com anciões tribais da cidade não trouxeram resultados, e aparentemente foram abandonadas.

"Como negociador chefe, não tenho nada a oferecer agora. Da minha parte, as negociações estão encerradas", disse Abdallah Kanshil num posto de controle a cerca de 60 quilômetros da cidade. "Conclamo o pessoal de Kadafi a deixar a cidade em paz."

Ahmed Bani, porta-voz militar do CNT em Benghazi (leste), disse que as negociações com anciões e tribos prosseguem, mas acrescentou: "Está chegando a hora em que o diálogo vai se esgotar e iremos impor nossa vontade e liberar a cidade de Sirte."

Mais conteúdo sobre:
LIBIAGADDAFICIDADE*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.