Cinco estrangeiros foram detidos em dia da revolução no Irã

Três deles foram soltos, mas um afegão e um russo foram levados à justiça por participação nos protestos

Efe e Reuters,

17 de fevereiro de 2010 | 11h45

Cinco estrangeiros - um afegão, um francês, um repórter japonês e dois russos - foram detidos em Teerã durante os protestos de 11 de fevereiro que marcaram o 31º aniversário da Revolução Islâmica no Irã, informou nesta quarta-feira, 17, o promotor da capital.

 

Três dos detidos já foram soltos, mas os casos de um dos russos e do afegão foram levados à justiça, segundo o promotor Jafari Dolatabadi disse à agência Isna, sem dar o nome dos detidos.

 

O Irã acusou o Ocidente de estimular os protestos que surgiram depois das controvertidas eleições presidenciais de 12 de junho, quando a oposição acusou o governo de fraudar o pleito, o que desencadeou a maior crise interna do país em 30 anos.

 

Dolatabadi explicou ambos os casos ainda não resolvidos. "O caso do afegão foi levado à justiça por que surgiu a partir uma manifestação ilegal à margem dos desfiles oficiais", disse referindo-se provavelmente a um encontro da oposição. "O russo, que foi preso por entrar ilegalmente no país, foi levado ao judiciário e seu caso está sendo estudado pela Corte Revolucionária", disse o promotor.

 

Na última quinta, a televisão estatal disse que "dezenas de milhões de pessoas" foram às ruas apoiar a revolução. Segundo sites de oposição, as forças de segurança usaram gás lacrimogêneo para dispersar os protestos.

 

A Rússia está entre os seis países envolvidos nos esforços para achar uma solução diplomática em torno da polêmica com o programa nuclear iraniano, que o Ocidente diz ter como objetivo a construção de armas nucleares. Teerã nega e diz que enriquece urânio com fins pacíficos.

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