Clérigo do Irã rejeita pedido de forca para líderes da oposição

Um alto clérigo iraniano disse nesta sexta-feira que não há necessidade de enforcar líderes da oposição, pois sua influência já está morta. A declaração indicou uma posição mais moderada do governo iraniano, que reflete a relutância em transformar os líderes em mártires do movimento Verde.

REZA DERAKHSHI, REUTERS

18 de fevereiro de 2011 | 12h19

Membros do Parlamento e multidões de partidários do governo pediram detenções rápidas, julgamentos e a execução de Mirhossein Mousavi e Mehdi Karoubi, depois que eles realizaram a primeira manifestação em mais de um ano na segunda-feira, na qual duas pessoas morreram.

Mas nesta sexta-feira o líder religioso aiatolá Ahmad Jannati, uma autoridade linha-dura do influente Conselho dos Guardiões, disse que os pedidos para enforcá-los eram supérfluos, pois eles e seu movimento já estavam praticamente mortos.

Mousavi e Karoubi foram derrotados nas eleições presidenciais de 2009 pelo atual presidente, Mahmoud Ahmadinejad, em uma votação que segundo eles foi fraudada, alegação que o governo nega.

Eles se tornaram os líderes dos maiores protestos contra o governo desde a Revolução Islâmica de 1979, realizados em 2009, mas as manifestações foram reprimidas pelo governo, que culpou os inimigos estrangeiros do Irã por incitar a revolta.

Os protestos em Teerã e em outras cidades na segunda-feira foram inspirados pelas manifestações que derrubaram os líderes da Tunísia e do Egito, e marcam uma tentativa de reviver um movimento que ainda não silenciou desde dezembro de 2009.

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