Clérigo iraniano pede a iraquianos que parem de lutar

Um clérigo linha-dura iraniano pediu nasexta-feira para que o governo iraquiano e uma milícia xiitasuspendam os confrontos e cheguem a um acordo. O aiatolá Ahmad Janati fez seu apelo durante um sermãolevado ao ar pela rádio estatal, no quarto dia de confrontos nacidade iraquiana de Basra. O primeiro-ministro iraquiano, Nurial-Maliki, que também é xiita e tem o apoio dos Estados Unidos,lançou diversas operações contra os insurgentes. O embate expôs o racha entre a maioria xiita no Iraque edeixou Maliki sob pressão. Suas forças falharam em dialogar comos insurgentes leais ao clérigo Moqtada al-Sadr. "Para as forças armadas populares que foram a Basra epuxaram uma arma para esta ou aquela pessoa, eu digo: 'ó,irmão, se você tem algo a dizer, sente-se com o governo, ogoverno é popular e você também"', disse Janati. Janati é o líder do poderoso Conselho Guardião, quecontrola o cumprimento da Constituição. Ele não citou o nome deSadr ou o exército Mehdi. "Para o estimado e querido Nuri al-Maliki, que tem tratadocom sabedoria e poder os assuntos relacionados a seu povo, eurecomendo que ouça as vozes das forças populares e, de algumaforma, se comprometa com elas", disse Janati, cujo país temesmagadora maioria xiita. Janati acusou as tropas norte-americanas de impulsionar adestruição depois que invadiram o Iraque, há cinco anos. O Irãpede aos Estados Unidos que se retirem do país. "A questões são: quais foram as consequências dos cincoanos de presença norte-americana no Iraque? Qual o resultadopara os norte-americanos? Qual os resultados para o povoiraquiano? Nenhum, a não ser adversidade e destruição", disseJanati. Por sua vez, Washington acusa o Irã de estimular aviolência no Iraque ao financiar, treinar e abastecer asmilícias, acusação que Teerã nega. O Irã diz que quer que seuvizinho se estabilize. (Reportagem de Hashem Kalantari)

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