Clérigo xiita pede reformas no Iraque após protestos

O mais reverenciado clérigo xiita do Iraque incitou os políticos do país neste sábado a atender aos pedidos de reforma após milhares de iraquianos tomarem as ruas para protestar contra corrupção e serviços básicos insatisfatórios.

REUTERS

26 de fevereiro de 2011 | 17h05

O Ayatollah Ali al-Sistani pediu que ao governo iraquiano e ao Parlamento que tomassem sérias medidas para melhorar os serviços de energia elétrica do país, promover empregos e lutar contra a corrupção no país, onde o progresso é lento após oito anos da invasão norte-americana.

"A Marjaiya (mais alta referência religiosa Xiita), que sempre pediu que os funcionários trabalhassem as legítimas demandas das pessoas, está avisando para que não insistam em alterar as atuais políticas em execução no Estado", disse Sistani de acordo com um documento emitido pelo seu escritório.

Sistani, que divulga claras sugestões aos políticos, exerce grande poder e é visto como uma força de união entre a maioria xiita iraquiana. A Marjaiya refere-se ao alto clero xiita do país, que muitas vezes inclui a si próprio.

Milhares de iraquianos inspirados pelas revoltas na região árabe participaram de um "Dia de Fúria" na sexta-feira para protestar contra a escassez de comida, água, energia e trabalho.

(Reportagem de Khaled Farhan)

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