Coalizão de al-Maliki pede recontagem de votos na província de Bagdá

Comissão Eleitoral confirma recebimento do pedido; 80% das urnas já foram apuradas

Efe

17 de março de 2010 | 11h56

BAGDÁ - A coalizão Aliança do Estado de Direito, do primeiro-ministro, Nouri al-Maliki, pediu à Comissão Eleitoral do Iraque para fazer uma recontagem dos votos da província de Bagdá por supostas "irregularidades" ocorridas nos resultados provisórios.

 

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O porta-voz da Comissão Eleitoral, Qasem al-Abudi, confirmou que o organismo recebeu o pedido por escrito, mas não deu detalhes sobre os problemas detectados pelo bloco de al-Maliki. Al-Abudi garantiu que a Comissão Eleitoral realiza o processo de apuração com "precisão total", mas reconheceu que qualquer legenda tem direito a pedir uma recontagem.

 

Segundo os últimos dados divulgados com cerca de 80% das urnas apuradas, a coalizão al-Iraqiya, liderada pelo ex-primeiro-ministro Iyad Allawi, tem 2.102.981 votos, logo à frente do Estado de Direito, que recebeu 2.094.357. No entanto, em Bagdá, com a apuração de 77,84% das urnas, a coalizão de al-Maliki lidera com 663.311 votos, seguida pela al-Iraqiya, com 594.053.

 

Um dos dirigentes da coalizão de al-Maliki, Ali al-Adib, disse em declarações à imprensa que Aliança do Estado de Direito enviou há dois dias uma carta à Comissão na qual pede a repetição da apuração. Al-Adib disse que sua coalizão "tem informações confirmadas sobre irregularidades na apuração de votos a favor de uma determinada entidade política em Bagdá". Além disso, acrescentou que "algumas partes manipularam os números dos resultados da coalizão (de al-Maliki) em Bagdá".

 

O dirigente da coalizão de al-Maliki apontou que houve irregularidades também em outras províncias, mas que estas não estão claras porque os resultados finais do pleito ainda não foram anunciados.

 

À exceção das três províncias do Curdistão iraquiano, a Aliança do Estado de Direito é a coalizão mais votada em sete províncias, enquanto a al-Iraqiya lidera em cinco. No cômputo total de votos, entretanto, a última fica em primeiro lugar. A Comissão Eleitoral calcula que os resultados finais estarão prontos no final do mês.

 

O Parlamento eleito, de 325 cadeiras, se encarregará de designar o próximo presidente iraquiano, com limitadas funções executivas, e dele surgirá também a próxima coalizão governante.

 

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