Ronen Zvulun/Reuters
Ronen Zvulun/Reuters

Colônias na Cisjordânia já custaram US$ 17 bilhões a Israel, diz estudo

Assentamentos em território ocupado abrigam mais de 55 mil unidades residenciais

Efe

23 de março de 2010 | 11h56

JERUSALÉM - A construção dos assentamentos judaicos na Cisjordânia, que ocuparam 12 milhões de metros quadrados de estradas, imóveis e fábricas, custaram a Israel mais de US$ 17 bilhões, segundo um estudo divulgado nesta terça-feira, 23, pelo Macro Center for Political Economics.

 

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A instituição independente analisou minuciosamente a composição das colônias judaicas, chegando a desenhar mapas com cada moradia e estrutura erguida no território ocupado. O relatório foi feito ao longo de três anos de pesquisa, destinada principalmente a calcular a quantia gasta na construção dos assentamentos judaicos na Cisjordânia, um território palestino de 5.879 quilômetros quadrados ocupado por Israel em 1967.

 

Segundo o estudo, os assentamentos judaicos abrigam 868 instalações públicas, que ocupam 488.769 metros quadrados. Nesses dados estão inclusas 127 sinagogas, 96 termas, 321 instalações esportivas, 344 creches e 211 colégios. Também foram contabilizadas 68 escolas rabínicas e 21 bibliotecas.

 

Nos assentamentos, também há 187 shoppings, 717 instalações industriais, 15 salões para celebrações e vias pavimentadas que cobrem mais de um milhão de metros quadrados.

 

Entre as construções residenciais, o relatório apontou a existência de 32.711 prédios residenciais, que abrangem 3,27 milhões de metros quadrados, e 22.997 casas, que ocupam 5,74 milhões de metros quadrados.

 

"Os cálculos não correspondem ao valor de mercado, mas ao custo da construção das infraestruturas", advertiu o diretor-geral do centro que fez o estudo, Robi Nathanson.

 

Os economistas da instituição estimam que o valor das casas nas colônias judaicas chega a US$ 9 bilhões. Também foram calculados os valores dos apartamentos (US$ 4,5 bilhões), das estradas e ruas (US$ 1,7 bilhão) e das instituições públicas, sinagogas e termas (US$ 500 milhões).

 

Todos os assentamentos judaicos construídos em território ocupado na Guerra dos Seis Dias (1967) são ilegais, segundo o direito internacional, e representam um sério obstáculo à paz e à criação de um futuro Estado palestino.

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