Colonos judeus dizem que nunca deixarão Colinas de Golan

Presidente sírio confirma intenção israelense de devolver território em troca de acordo de paz

Efe,

24 de abril de 2008 | 15h51

Os colonos judeus que vivem nas Colinas do Golan afirmaram nesta quinta-feira, 24, que nunca abandonarão esta região, após o presidente sírio, Bashar Al-Assad, confirmar que Israel ofereceu a devolução desta área em troca de um acordo de paz. "Golan pertence ao povo de Israel: nunca o abandonaremos", declararam em comunicado os chefes das comunidades israelenses instaladas no planalto sírio, conquistado pelos israelenses na Guerra dos Seis Dias, em 1967.   Veja também: Síria confirma proposta de Israel para devolver Golan   Os colonos convocaram uma reunião de emergência e se apressaram a deixar clara sua postura após serem divulgadas nesta quinta declarações de Assad nas quais confirmava ter recebido esta oferta do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert.   "Todos os projetos de construção e desenvolvimento em Golan continuarão adiante como está planejado, impulsionados pela certeza de que qualquer tentativa de prejudicar a soberania israelense em Golan causará um prejuízo irreparável à segurança do Estado e, portanto, está condenado ao fracasso", afirma a nota, divulgada pela imprensa local.   O deputado David Tal, do partido Kadima, espera que se aprove em breve uma lei que exija uma retirada do Golan esteja condicionada por um plebiscito nacional.   Já Eli Malka, chefe do Conselho Regional de Golan, que representa as 33 colônias de Israel nesta região, disse ao jornal "Yedioth Ahronoth" que logo começarão a "fazer pressão na Knesset (Parlamento) para conseguir as 61 assinaturas necessárias para aprovar a lei do plebiscito de Golan."   Para ele, caso se devolva Golan "a imagem de Israel ficará totalmente danificada. Seria uma decisão equivocada, completamente contrária aos interesses de Israel, dos EUA e da França."

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