Colonos judeus profanam túmulos muçulmanos em Hebron

Após o desmantelamento da colônia, os colonos destruíram vários túmulos de um cemitério muçulmano

EFE,

26 de outubro de 2008 | 09h21

Colonos judeus saquearam e profanaram vários túmulos muçulmanos e danificaram propriedades palestinas, depois que no sábado à noite o Exército israelense desmantelou um assentamento ilegal no distrito cisjordaniano de Hebron, informa a imprensa local.   O incidente ocorreu na madrugada nas imediações do assentamento de Kiryat Arba, na cidade de Hebron, onde moram fundamentalistas judeus, depois que forças de segurança israelenses desocuparam o enclave vizinho.   Após o desmantelamento, os colonos destruíram vários túmulos de um cemitério muçulmano e pintaram sobre outros frases contra árabes e muçulmanos, além de provocar danos em 80 veículos e várias casas palestinas.   O assentamento desmantelado foi construído pelo dirigente ultradireitista israelense Noam Federman, detido à noite por um contingente de forças do Exército e da Polícia de Fronteiras, acusado de ter agredido um policial.   Nos distúrbios que ocorreram depois da detenção do dirigente, também foram detidas duas jovens, suspeitas de ter tentado incendiar um veículo policial, e outro indivíduo.   Os colonos argumentam que as forças de segurança esvaziaram o assentamento judaico sem aviso prévio, e que não deram aos moradores tempo suficiente para retirar seus pertences.   As chamadas à desobediência civil violenta contra as forças de segurança estiveram na ordem do dia da reunião semanal do Conselho de Ministros em Israel, na qual o primeiro-ministro, Ehud Olmert, condenou duramente os fatos.   "Esta manhã, ouvimos de Hebron chamadas para atacar as forças de segurança. Instruí o ministro da Defesa e de Segurança Interna que atuem contra estas declarações instigadoras", disse.   A cidade dividida de Hebron é constante foco de atritos entre judeus e muçulmanos, pois na parte antiga vivem 600 colonos judeus cercados por uma população de mais de 130 mil palestinos.

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