Com Netanyahu à frente, novo governo assume hoje em Israel

Gabinete inchado por coalizão gera críticas; ultranacionalista ameaça romper se não ficar com chancelaria

Agências internacionais,

31 de março de 2009 | 04h35

O novo governo de Israel, chefiado pelo líder do direitista Likud, Benjamin Netanyahu, assumirá o comando nesta terça-feira, 31, e dará espaço à entrada do maior Executivo da história do país. O gabinete foi alvo de críticas mesmo antes de ser empossado, por estar tão repleto de ministros em tempos de um aperto de cinto global que precisaria de uma mesa extra para abrigar todo o gabinete.

 

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A inchada administração, dizem críticos, é resultado do excesso de promessas de postos para atrair aliados. Netanyahu se viu obrigado a fazer malabarismos nas últimas semanas para dar espaço no novo governo aos membros mais destacados de seu partido, após ter feito generosas concessões aos principais grupos que apoiam sua coalizão: a extrema direita do Yisrael Beiteinu e o Partido Trabalhista.

 

Enquanto Netanyahu se prepara para assumir o posto, o líder do Yisrael Beiteinu, Avigdor Lieberman, ameaçou romper a coalizão de governo se não ficar com a pasta de Relações Exteriores, responsável pela negociação com os palestinos. Houve preocupação no exterior com a indicação por Netanyahu do político ultranacionalista Avigdor Lieberman como chanceler. Lieberman é partidário da cessão de partes de Israel onde vivem muitos dos 1,5 milhão de cidadãos árabes do Estado judeu, em troca de assentamentos judaicos dentro da Cisjordânia.

 

Netanyahu, agora líder de uma coalizão inclinada à direita, presidirá um gabinete com 30 ministros e 8 vice-ministros, depois que o governo for empossado mais tarde nesta terça-feira. Um projeto de lei da oposição levada aos 120 membros do Knesset (o parlamento israelense) na segunda-feira propôs limitar o tamanho do governo. O diário esquerdista Haaretz lembrou aos leitores que um membro do partido de direita Likud, de Netanyahu, já havia afirmado que qualquer número superior a 18 ministros seria "um desperdício do dinheiro público".

 

O líder trabalhista, Ehud Barak, conservará seu posto como ministro da Defesa. No novo Executivo estarão, além do chefe de Governo, 15 ministros do Likud, cinco do Yisrael Beiteinu, outros cinco do Partido Trabalhista, três do ultraortodoxos sefardita Shas e um de uma legenda religiosa. O líder do Likud tinha anunciado que ficaria com a pasta de Finanças, mas acabou oferecendo esse Ministério ao parlamentar do Likud Yuval Steinitz. Apenas duas mulheres farão parte do novo Governo: Limor Livnat, do Likud, que será ministra de Cultura e Esportes, e Sofa Landver, trabalhista que estará no cargo de ministra da Imigração.

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