Com restrições, árabes apóiam conferência de paz

A maioria dos países árabes recebeu deforma positiva, embora com restrições, a propostanorte-americana de uma conferência de paz no Oriente Médio. ASíria se opôs, alegando que qualquer reunião nas atuaiscondições trairia a causa palestina. Após mais de oito horas de negociações na sede da LigaÁrabe, no Cairo, chanceleres do grupo elogiaram elementospositivos do discurso de 16 de julho em que o presidente dosEUA, George W. Bush, propôs a realização da conferência nesteano. Mas eles disseram que o encontro deve incluir todos osenvolvidos, com o objetivo de retomar as negociações entreIsrael e todos os seus vizinhos, avançando sobre negociaçõesprévias. Tais condições inviabilizariam qualquer tentativanorte-americana ou israelense de excluir a Síria da conferênciaou de renegociar os elementos já definidos nas negociaçõessírio-israelenses abandonadas em 2000. "A paz não pode ser completada sem a retirada (israelense)do território sírio (das colinas do Golã, ocupadas em 1967),então todas as partes têm de estar lá. Qualquer reuniãointernacional tem de ser abrangente, séria, e a pauta tem deser cuidadosamente considerada. Deve incluir todos osenvolvidos no conflito, e os prazos devem ser definidos", disseo secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa. Mas o embaixador sírio na Liga, Youssef Ahmed, disse ajornalistas que a prioridade deve ser a reconciliação entre asfacções palestinas Fatah e Hamas. "Manifestei reservas sobre qualquer forma de boas-vindas àchamada iniciativa do presidente dos EUA, George Bush, porquenós na Síria acreditamos que discutir a questão palestina nareunião sob o atual estado de cisma palestino levaria aoassassinato da causa palestina", afirmou. REUTERS ES

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