Com segurança reforçada, Bush chega a Ramalhah

Presidente dos EUA irá conversar com Mahmoud Abbas sobre o processo de paz com Israel

Efe,

10 de janeiro de 2008 | 07h01

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, chegou nesta quinta-feira, 10, à Muqata, em Ramallah, sede do presidente palestino Mahmoud Abbas, protegido por um impressionante dispositivo de segurança. Veja também:No Oriente Médio, Bush volta a dizer que Irã é ameaçaBush e Olmert reafirmam compromisso de paz Os dois conversarão sobre o processo de paz com Israel. É a primeira visita de um presidente dos EUA a Ramallah. Os moradores da área onde fica a sede da Autoridade Nacional Palestina (ANP) tinham ordem policial de não aparecer na janela nem andar pelas ruas. Nos terraços dos edifícios foram postados franco-atiradores, aparentemente também dos EUA. Cerca de 4 mil agentes de diversos órgãos de segurança protegem o complexo presidencial, junto ao mausoléu que guarda os restos do antecessor de Abbas, o histórico líder palestino Yasser Arafat. Desde começo da manhã, a Polícia retirou todos os veículos das proximidades do complexo de edifícios do governo do primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad. Nesta quarta-feira, em seu primeiro dia de visita à região, Bush se reuniu em Jerusalém com o presidente israelense, Shimon Peres, e com o Gabinete do primeiro-ministro Ehud Olmert. Ele debateu os supostos planos atômicos do Irã e as negociações de paz entre israelenses e palestinos. Colonos extremistas israelenses rejeitam a visita de Bush. Há dois dias, eles lançaram as bases de mais 10 "mini-assentamentos" em vários pontos da Cisjordânia. Olmert aceitou a remoção dos enclaves como uma obrigação, que prometeu cumprir após a visita de Bush, segundo o vice-primeiro-ministro Haim Ramon, seu principal conselheiro político. Bush declarou na quarta durante uma entrevista coletiva com Olmert que Israel deve remover os enclaves. Nesta quinta, ele disse que perguntará a Abbas o que será feito para que os milicianos palestinos da Faixa de Gaza suspendam seus ataques com foguetes Qassam e morteiros. Militantes do Hamas, da Jihad Islâmica e de outros grupos palestinos na Faixa de Gaza protestaram contra a visita de Bush e queimaram bandeiras dos EUA e de Israel. Alguns dirigentes convocaram os militantes na Cisjordânia a se manifestar também.

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