Comandante militar de Israel antevê ofensiva em Gaza

O general Gabi Ashkenazi, chefe doEstado-Maior das forças israelenses, disse na quarta-feira queas ações na Faixa de Gaza estão conseguindo conter parte dosfoguetes lançados por militantes, mas que uma grande ofensivapode ser necessária. Ashkenazi, apontado para o cargo no ano passado, com atarefa de reformular as Forças Armadas depois da custosa guerrado Líbano, disse que Israel também vai se preparar para atacaralvos distantes -- uma possível alusão a Síria e Irã. Ataques quase diários em Gaza --como o que matou cincomilitantes na terça-feira-- levaram a "uma redução da ameaça noterreno e dos disparos de foguetes", mas sem sinais de um cessecompleto, disse o general em conferência no Instituto deEstudos para a Segurança Nacional, na Universidade de Tel Aviv. "Chegaremos ao ponto em que teremos de realizar uma grandeoperação", disse ele. Autoridades israelenses ameaçam com freqüência cada vezmaior invadir a Faixa de Gaza. Israel retirou seus soldados ecolonos de lá em 2005, e em junho deste ano o grupo islâmicoHamas assumiu o controle do território, expulsando as forças dafacção Fatah. Pesa contra uma invasão a estimativa de que Israel poderiater dezenas ou centenas de baixas, e os alertas do governopalestino de que isso ameaçaria o processo de paz retomado nomês passado na conferência de Annapolis (EUA). Ashkenazi disse que a capacidade militar israelense"aumentou grandemente" nos últimos meses. Em 6 de setembro,aviões israelenses bombardearam território sírio -- analistasdisseram que o alvo possivelmente era um reator nuclear, queDamasco diz não possuir. Israel não comentou a ação, quedespertou especulações de que o país poderia também fazerincursões contra o Irã, cujo presidente já propôs que aeliminação do Estado judeu. Ashkenazi disse que Israel apóia os esforços diplomáticosdos EUA e de outros contra o programa nuclear iraniano. "Acomunidade internacional deve agir com determinação para contera nuclearização do Irã, mas, caso esta ação não tenha sucesso,nós, das Forças de Defesa de Israel, devemos nos preparar paraqualquer cenário." "Nos próximos anos a necessidade de atacar alvossignificativos de longo alcance vai se tornar mais importante,e portanto a capacidade de agir defensiva e ofensivamentecontra várias ameaças será ampliada grandemente com uma forteênfase na capacidade de longo alcance," disse o general, sementrar em detalhes.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.