Comandantes dos EUA pretendem reduzir contingente em 2008

O comando militar norte-americanopretende manter o contingente atual de cerca de 160 milsoldados no Iraque até o ano que vem, e então começar areduzi-lo, disse na sexta-feira o tenente-general do ExércitoRay Odierno. Segundo ele, a situação no Iraque em termos de segurançamelhorou nos últimos meses, em consequência do reforço nastropas determinado pelo presidente dos Estados Unidos, GeorgeW. Bush, mas a melhora ainda não é uma tendência definitiva.Muita coisa vai depender da capacidade dos iraquianos deaproveitar esses avanços, disse ele. Odierno, principal comandante norte-americano para asoperações cotidianas no Iraque, disse que as unidades extrasmobilizadas no reforço vão deixar o país entre abril e agostode 2008, para honrar a promessa de que o serviço não durariamais que um ano e três meses. "O reforço, todos sabemos, vai terminar em algum momento de2008", disse Odierno a repórteres no Pentágono porvideoconferência desde o Iraque. Ele disse que os comandantesterão de decidir então se substituem ou não as unidades. "Porenquanto nosso plano é não substituí-las", disse. A decisão final, porém, ficará a cargo do general DavidPetraeus, o principal comandante dos EUA no Iraque, disseOdierno. Petraeus deve entregar ao Congresso norte-americano,junto com o embaixador Ryan Crocker, no mês que vem, umesperado relatório sobre a situação iraquiana. Os democratas, que controlam o Congresso dos EUA,pressionam Bush para começar a retirar os soldados do Iraque. Segundo Odierno, o número total de ataques no Iraque estáem seu nível mais baixo desde agosto de 2006, e os assassinatosde civis caíram 51 por cento desde o início da operaçãoespecial em Bagdá, este ano. "Estamos na direção certa", disseele. Ele repetiu o tom das declarações oficiais dos EUA de queas operações militares não são suficientes para acabar com adiscórdia no Iraque, afirmando que o governo local tem deaprovar medidas que incentivem a reconciliação entre sunitas,xiitas e curdos. "Estamos criando as condições, dando tempo aogoverno do Iraque (...), sem entregar a eles coisa demaisrápido demais."

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