Combatentes australianos no Iraque voltarão em meados de 2008

Contingente apóia Forças de Segurança iraquianas e colabora em tarefas de reconstrução e ajuda humanitária

Efe,

30 de novembro de 2007 | 01h15

As tropas de combate que a Austrália mantém atualmente no Iraque se retirarão do país em meados de 2008, anunciou nesta sexta-feira, 30, o primeiro-ministro eleito, Kevin Rudd. O próximo governante australiano ratificou assim a promessa feita durante a campanha para as eleições gerais do dia 24. Ele havia prometido uma retirada gradual do Iraque, com o retorno, inicialmente, dos 550 soldados que participam de operações de combate, informou a rádio estatal australiana. A Austrália tem cerca de 1.500 militares no Iraque, desde o princípio da invasão liderada pelos Estados Unidos, em março de 2003. O contingente, com base na região de Tallil, no sul do país, se encarrega de apoiar as Forças de Segurança iraquianas e colabora em tarefas de reconstrução e ajuda humanitária. Após a vitória eleitoral, Kevin Rudd disse ter recebido um telefonema do presidente americano, George Bush. Ele não deu detalhes da conversa, mas deu a entender que os dois falaram sobre uma possível visita aos Estados Unidos. Segundo uma enquete publicada em outubro, 64% dos australianos são contra a presença de seu país no Iraque, e 73% acreditam que apoiar a guerra contra o terrorismo internacional transformou a Austrália em alvo de atentados.

Tudo o que sabemos sobre:
IraqueAustrália

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.