Combatentes do Hezbollah começam a sair de Beirute

Grupo decidiu sair da capital depois que o exército suspendeu medidas do governo de Siniora

Efe

10 de maio de 2008 | 11h48

Os combatentes do grupo armado xiita Hezbollah começaram a se retirar de Beirute, capital do  neste sábado, 10, depois de terem ocupado grande parte da cidade na última sexta-feira. A medida foi tomada depois que o exército libanês suspendeu as medidas do governo contra o grupo. "A oposição libanesa vai acabar com sua presença armada em Beirute e entregar a capital ao Exército", informou o Hezbollah em um comunicado que ressalta que a oposição continuará com a campanha de "desobediência civil"  Veja também:Tensão cresce no Líbano após Hezbollah tomar BeiruteEntenda as divisões e a crise política Advogado brasileiro no Líbano relata o clima e tensão no país   Neste sábado, o exército pediu que o grupo tirasse seus combatentes das ruas e  afirmou que manterá no posto o chefe de segurança do aeroporto de Beirute,Wafic Chucair - acusado de colaborar com a organização - além de ter prometido controlar a rede de comunicações do Hezbollah de modo "de modo a não prejudicar o interesse público e a segurança da resistência".  Os conflitos começaram na terça-feira, 6, quando o governo libanês decidiu acabar com a rede de telecomunicações do Hezbollah e destituir Chicair, o que o grupo considerou como "uma declaração de guerra". Pelo menos 37 pessoas foram mortas nos combates. Beirute Beirute amanheceu neste sábado, 10, em uma relativa tranqüilidade, e as pessoas começaram a sair de suas casas após passar mais de dois dias reclusos pelo temor de ficarem cercados pelos combates, embora a presença de milicianos armados nas ruas ainda seja grande. No entanto, pelo menos quatro pessoas foram mortas neste sábado, 10, depois que atiradores abriram fogo contra um cortejo fúnebre nas proximidades do campo de refugiados de Chatila. Outras dez morreram em choques entre ativista pró-Síria e partidários de Saad Hariri na região de Akkar, no norte do país. Alguns meios de comunicação libaneses destacam o temor de que os choques se estendam a Trípoli, a maior cidade do norte do país, e à região montanhosa de Shuf, no sudeste. Diferentes associações convocaram para neste sábado, 10, manifestações pela capital para pedir o fim da violência e o restabelecimento da normalidade. Além disso, continua o debate entre os políticos libaneses sobre os passos que devem ser dados para sair da atual situação de crie, que muitos temem que possa desembocar em uma nova guerra civil, como a que assolou o país de 1975 a 1990.

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