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Começa julgamento de ex-líder israelense acusado de estupro

Moshe Katsav insiste que é inocente das acusações de agressão sexual e atos indecentes contra ex-funcionárias

Efe,

14 de maio de 2009 | 08h01

Começou nesta quinta-feira, 14, o julgamento do ex-presidente de Israel Moshe Katsav, no qual é acusado de estupro, agressão sexual e atos indecentes contra mulheres que foram suas funcionárias.

 

Katsav chegou esta manhã ao tribunal do distrito de Tel Aviv insistindo em sua inocência, em um caso que desperta enorme expectativa da mídia, e que o forçou a renunciar, há dois anos. "Enfrentamos uma luta dura e difícil para limpar meu nome. Prometo mais uma vez que, com a ajuda Deus, provarei minha inocência", disse Katsav ao chegar ao tribunal.

 

O ex-governante israelense é acusado de dois casos de estupro, atos indecentes e abuso de poder contra várias funcionárias de seu escritório quando era ministro do Turismo, nos anos 90. Katsav também enfrenta acusações de assédio sexual de pelo menos uma subordinada quando era presidente, assim como de obstrução da Justiça, segundo o Ministério da Justiça israelense.

 

Pelo menos 56 testemunhas foram convocadas para o julgamento, entre elas as supostas vítimas e vários funcionários públicos, acrescentou o Ministério. Katsav, que em 2007 se viu forçado a deixar o cargo por causa desse escândalo, defendeu o tempo todo sua inocência e acusou a imprensa de ter lançado uma campanha de "linchamento midiático" contra ele.

 

Em 2008, a Suprema Corte de Israel respaldou um acordo alcançado um ano antes fora dos tribunais entre a Promotoria e o ex-presidente israelense, no qual ele se livrava dos dois crimes de estupro. Nesse acordo, Katsav era acusado de ter somente abraçado e acariciado uma de suas funcionárias quando era ministro do Turismo, no final dos anos 90, e de tê-la beijado nos lábios.

 

Também era acusado por ter beijado no pescoço e abraçado outra funcionária, desta vez como presidente de Israel, no que ele qualificou de "gestos de amizade" e não "expressões sexuais". Katsav foi presidente do Estado judeu entre 2000 e 2007, ano no qual foi substituído por Shimon Peres.

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