Começa reunião para reconciliação entre grupos palestinos

Líderes do Fatah e do Hamas não participam dos primeiros encontros com mediação do Egito

Efe,

26 de fevereiro de 2009 | 07h35

Representantes de cerca de dez grupos palestinos começaram nesta quinta-feira, 26, uma reunião no Cairo, com a mediação egípcia, para tentar superar as fortes divergências entre eles e chegar à reconciliação. "O resultado desta reunião será um marco para a causa palestina e a levará pelo caminho correto", afirmou o chefe do serviço de inteligência do Egito, general Omar Suleiman, em mensagem no início das conversas. A reunião ocorre nas dependências do serviço de inteligência. A mensagem de Suleiman e as imagens da mesa de negociações foram divulgadas pela televisão egípcia, a única autorizada a ter acesso ao local da reunião. Cerca de 30 dirigentes palestinos apareciam sentados em duas longas mesas paralelas, com o general Suleiman e os que pareciam ser assistentes dele na cabeceira. A reunião conta com a participação de dirigentes dos diferentes grupos palestinos, mas não estavam presentes os líderes do Fatah e do Hamas, Mahmoud Abbas e Khaled Mashaal, respectivamente. Tanto Abbas quanto Mashaal devem se unir a este diálogo quando forem alcançados os acordos finais. Em sua mensagem, o general egípcio disse que as negociações, que tinham que haver começado em novembro do ano passado, ocorrem em meio a "extraordinárias circunstâncias" enfrentadas pelo povo palestino. As divisões entre os grupos palestinos, fundamentalmente entre o Hamas e o Fatah, intensificaram-se quando o primeiro grupo ocupou à força a Faixa de Gaza e expulsou os partidários de Abbas, em junho de 2007. Desde então, manteve-se uma guerra de palavras e os dois grupos denunciaram detenções de seus partidários nas respectivas áreas de controle. Na reunião, Suleiman anunciou que a ideia é que esta negociação defina a criação de cinco comitês. Um deles será destinado à formação de um governo de união nacional, outro para supervisionar as próximas eleições gerais (ainda sem data) e um terceiro para estudar a reestruturação da Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Outro comitê se encarregará de analisar a situação das forças de segurança na Cisjordânia e em Gaza, e o último grupo estudará todos os aspectos ligados à reconciliação palestina. Em sua mensagem, Suleiman, uma das figuras mais próximas ao presidente egípcio, Hosni Mubarak, e que se encarrega da mediação com os grupos palestinos e entre os palestinos e Israel, fez uma chamada aos presentes para que superem suas diferenças. "Não temos outra alternativa que o êxito. Não é uma missão difícil nem impossível, só precisa de boa vontade e sinceridade", disse o chefe dos serviços de inteligência egípcios.

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