Comissão revê critérios para prisioneiros palestinos

Uma das finalidades será a troca destes prisioneiros por israelenses cativos

Efe

30 de dezembro de 2007 | 06h12

Uma comissão ministerial designada pelo premiê israelense, Ehud Olmert, se reunirá neste domingo para ampliar os critérios de libertação dos prisioneiros palestinos, informaram fontes governamentais. A reunião abordará a situação dos prisioneiros envolvidos em ataques a cidadãos israelenses e a possibilidade de libertar os detentos que, apesar de estarem relacionados com este tipo de ataque, não tenham participado diretamente deles. Este seria o caso do prisioneiro palestino mais conhecido, Marwan Barghouti, condenado em 2003 à prisão perpétua como autor intelectual do assassinato de cinco israelenses por milicianos das Brigadas dos Mártires de al-Aqsa, filiadas ao Fatah. A comissão, presidida pelo vice-primeiro-ministro Haim Ramon, foi designada no último dia 24 por Olmert para ampliar os critérios usados para libertar prisioneiros antes do fim de suas penas a fim de trocá-los por soldados israelenses cativos. Segundo fontes governamentais, espera-se que esta medida facilite uma troca pelo soldado israelense Gilad Shalit, que está há um ano e meio em poder de milicianos palestinos de Gaza, que exigem por ele a libertação de centenas de seus compatriotas detidos em prisões e do Estado judeu. O movimento islamita Hamas, que mantém Shalit em seu poder, exigia em 2006 a libertação de Barghouti, entre outros, durante frustradas negociações para trocar o soldado israelense. A comissão é formada pelo ministro da Justiça, Daniel Fridman; de Exteriores, Tzipi Livni; de Segurança Interior, Avi Dichter, e por Ami Ayalon, sem pasta. Suas decisões devem ser aprovadas pelo Gabinete Nacional para entrar em vigência. Nos presídios e prisões militares de Israel há atualmente cerca de 11.000 prisioneiros palestinos. Jerusalém Oriental Ehud Olmert, também pretende proibir projetos de construção em Jerusalém Oriental reivindicados pelos palestinos, mas autorizará a edificação de casas para judeus no bairro-assentamento de Har Homah. Segundo o diário "Ha'aretz", que cita fontes governamentais, Olmert vai impor inspeções estritas dos planos de construção na "Jerusalém árabe". Uma licitação do Ministério da Habitação para edificar 307 novos apartamentos em Har Homah, entre a cidade cisjordaniana de Belém e Jerusalém, dificultou as negociações de paz que israelenses palestinos retomaram este mês após sete anos. No entanto, segundo o jornal, a construção dessas casas em Har Homah não será proibida, pois se trata de um bairro de Jerusalém que se encontra dentro do perímetro municipal, não na Cisjordânia ocupada, como afirmam os palestinos. O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e seus negociadores, liderados pelo ex-primeiro-ministro Ahmed Qorei (Abu Alá), condenaram duramente a licitação para a edificação de novas casas em Har Homah, que já conta com 7.000 imóveis, e ameaçaram boicotar as conversas de paz. Além disso, a licitação e notícias sobre outro projeto para levantar um novo "bairro" com mais de 10.000 imóveis em Atarot, ao norte do distrito de Jerusalém, causaram críticas da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice.

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