Comissão revoga privilégios de ex-presidente israelense

Katsav perde aposentadoria e acesso aos serviços de saúde após confessar acusações de crimes sexuais

Associated Press e Agência Estado,

30 Julho 2007 | 09h38

Uma comissão parlamentar israelense revogou por unanimidade nesta segunda-feira, 30, os privilégios concedidos ao ex-presidente Moshe Katsav, que no mês passado confessou ter cometido crimes sexuais em um acordo na justiça.   Como ex-presidente do país, Katsav teria direito a um gabinete, serviços de secretaria, carro oficial, motorista, linha telefônica e verba para hospedagem - tudo pago pelos contribuintes. A comissão parlamentar retirou esses benefícios, mas ele manteve o direito à aposentadoria e o acesso aos serviços de saúde.   A medida anunciada pelo Comitê de Finanças do Parlamento aplica-se normalmente a qualquer político ou magistrado condenado por crimes considerados especialmente graves em Israel.   Em junho, Katsav admitiu ter assediado sexualmente diversas funcionárias. Como parte do acordo com a promotoria, ele recebeu uma sentença suspensa de prisão e renunciou à presidência.   Entretanto, pelo acordo, Katsav livrou-se de acusações de estupro, o que revoltou parte dos israelenses. O acordo é alvo de uma série de ações judiciais.

Mais conteúdo sobre:
Moshe Katsav Israel

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.