Comissária de Direitos Humanos condena ação de Israel

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil também divulgou nota condenando o ataque

28 de dezembro de 2008 | 14h10

A Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, Navi Pillay, afirmou que a reação militar de Israel ao disparo de foguetes por militantes palestinos contra seu território é "desproporcional". Ela afirmou lamentar a enorme perda de vidas no território palestino de Gaza e apelou a Israel para que evite a punição coletiva e a ameaça a civis.   Veja também: No mundo islâmico, multidões protestam contra Israel Mercosul recrimina bombardeio israelense na Faixa de Gaza ONU pede cessar fogo imediato de Israel na Faixa de Gaza   Em comunicado, Pillay disse que os dois lados deveriam suspender a violência e tomar medidas imediatas para aliviar o sofrimento humano em Gaza, com a permissão para que suprimentos e monitores internacionais entrem no território palestino.   Itamaraty   O Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou nota condenando o ataque de Israel à Faixa de Gaza. Para o Itamaraty, o ataque é motivo de "apreensão". "A escalada da violência na região após o fim do cessar-fogo entre Israel e Hamas atinge especialmente a população civil e prejudica os esforços em favor de uma solução negociada e pacífica para o conflito israelo-palestino", avaliou o governo brasileiro.   O quadro se agravou neste domingo, com a continuidade dos ataques, apesar do pedido o Conselho de Segurança das Organização das Nações Unidas (ONU) para o fim da violência na região. O pedido foi reiterado pelo Brasil. "O governo brasileiro conclama as partes a se absterem de novos atos de violência", informou, em nota, o Itamaraty. "O Brasil deplora a reação desproporcional israelense, bem como o lançamento de foguetes contra o sul de Israel", informou.   Estima-se que mais de 200 pessoas foram mortas nos ataques. Ao prestar solidariedade aos familiares das vítimas, o Ministério das Relações Exteriores reitera que "apenas a moderação e o diálogo  construtivo poderão conferir ao processo de paz o impulso necessário para que avanços efetivos sejam alcançados, nos moldes do pactuado na Conferência de Annapolis".    (com Fabiola Salvador, da Agência Estado)

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