Comitê do Hamas substitui tribunais na Faixa de Gaza

O grupo de três membros não vai impor a lei islâmica, diz o Hamas, que tomou o território pela força

Associated Press,

21 Julho 2007 | 11h11

O movimento islâmico Hamas está substituindo o sistema judiciário da Faixa de Gaza por um comitê composto por um especialista em Direito islâmico, um advogado militar e o chefe da principal prisão do território, anunciou um porta-voz do grupo.   O Hamas diz que não usará o comitê para impor a lei islâmica, preocupação levantada por grupos de defesa dos direitos humanos desde que o movimento extremista tomou o poder em Gaza, à força, no mês passado.   Ali Khashan, ministro da Justiça do governo provisório, baseado na Cisjordânia, instalado pelo presidente Mahmoud Abbas atacou a decisão. "Essas medidas são ilegais", disse ele.   O Judiciário de Gaza parou de funcionar depois que o Hamas se apossou do território e Abbas ordenou que policiais, juízes e promotores parassem de cooperar com os novos controladores da área.   Mesmo antes da tomada, o sistema jurídico estava sobrecarregado e era visto como ineficiente. Muitos palestinos apelavam para a lei tribal, uma tradição na qual os líderes dos clãs se reúnem e estabelecem punições para ofensas.   O comitê de três membros agora terá de lidar com centenas de casos criminais que, normalmente, seria encaminhados ao Judiciário, e o porta-voz da Força Executiva do Hamas,  Islam Shahwan. A Força Executiva é uma unidade armada que exerce o policiamento em Gaza.

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