Conflito no Afeganistão mata 1.074 civis no primeiro semestre

Maioria das baixas civis estão ligadas a ataques insurgentes com bombas

Efe

12 de julho de 2010 | 10h38

CABUL - Ao menos 1.074 civis morreram no primeiro semestre do ano vítimas da guerra afegã, aumento de 1,3% com relação ao mesmo período do ano anterior, conforme dados divulgados nesta segunda-feira, 12, por uma organização independente.

 

Entre janeiro e junho, mais de 1,5 mil civis ficaram feridos, como diz a organização Afghanistan Rights Monitor (ARM), que divulgou relatório semestral sobre as vítimas da guerra.

 

A ARM responsabilizou os insurgentes taleban por 661 das mortes civis do semestre - 61% do total -, devido, sobretudo, as explosões de bombas (282 baixas) e os atentados suicidas (127 baixas).

 

 

Conforme os dados, a Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) causou a morte de 210 civis, uma "redução considerável" devido às "restrições impostas no uso de bombardeios aéreos.

 

As forças de segurança afegãs mataram 108 civis, enquanto outros 67 morreram nas mãos de "homens armados associados a grupos de criminosos armados".

 

A organização pediu aos grupos em conflito que renunciem ou reduzam o uso de bombas pelo seu efeito sobre a população civil, que levou "a pior parte das baixas causadas pela guerra".

 

Embora o novo comandante das tropas internacionais, David Petraeus, declarou sua intenção de reduzir as perdas de vidas civis "ao mínimo absoluto", a ARM considerou que a chegada de reforços estrangeiros terá maus efeitos sobre a população.

 

Segundo dados da ONU, o ano de 2009 foi até agora o mais sangrento para a população civil do Afeganistão desde a queda do regime taleban, com 2.412 mortos, devido ao aumento da atividade insurgente e a expansão do conflito nas novas zonas.

 

Estão agora no Afeganistão 130 mil soldados estrangeiros, e a previsão é que esse número chegue a 150 mil.

 

De acordo com sua própria definição, a ARM é uma organização independente estabelecida em Cabul que tenta investigar com imparcialidade e denunciar possíveis violações de direitos humanos no Afeganistão.

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