Ako Rasheed/ Reuters
Ako Rasheed/ Reuters

Confronto entre polícia e manifestantes sunitas mata 26 no Iraque

É o protesto mais violento no país desde dezembro, quando começaram atos contra o governo xiita

O Estado de S. Paulo,

23 de abril de 2013 | 07h42

BAGDÁ - Um confronto entre policiais e manifestantes sunitas em Kirkuk, no norte do Iraque, deixou ao menos 26 mortos e 70 feridos nesta terça-feira, 23. É o protesto mais violento no país desde que adeptos desse ramo do Islã começaram a realizar protestos, em dezembro do ano passado, para exigir o fim de sua marginalização pelo primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, que lidera um governo xiita.

O Ministério da Defesa do Iraque disse que as tropas responderam apenas após serem alvo de disparos no acampamento improvisado em uma praça pública em Hawija, perto de Kirkuk, 170 km ao norte da capital Bagdá. "Quando as forças armadas começaram a cumprir a lei, foram confrontadas com fogo pesado", disse em comunicado o Ministério da Defesa.

O ministério explicou ainda a operação tinha como objetivo prender os responsáveis pelo ataque de sexta-feira passada contra um veículo das forças iraquianas encarregadas de proteger a praça de Al-Hueiya, ação na qual vários soldados morreram e ficaram feridos.

Mas lideranças à frente do protesto disseram que estavam desarmados quando as forças de segurança invadiram o local e começaram a atirar durante a operação no acampamento.

Manifestantes e autoridades locais deram relatos conflitantes sobre o número de vítimas, mas o Ministério da Defesa disse que morreram 20 pessoas do acampamento e três oficiais. Pelo menos três fontes militares disseram que seriam seis soldados e 20 manifestantes mortos.

"Quando as forças especiais invadiram a praça, não estávamos preparados e não havia armas", disse Ahmed Hawija, um estudante que participava das manifestações.

Desde que as últimas tropas norte-americanas deixaram o país, em dezembro de 2011, o governo do Iraque está mergulhado em uma crise tentando equilibrar as forças entre xiitas, sunitas e partidos étnicos curdos. Os críticos de Maliki o acusam de acumular poder às suas custas. / REUTERS e EFE

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