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Confronto étnico deixa 13 mortos no Paquistão

Cidade de Karachi tem histórico de violência política, religiosa e étnica

Zeeshan Haider, Reuters

30 de novembro de 2008 | 11h01

13 pessoas foram mortas e cerca de 50 foram feridas em confrontos entre membros de grupos étnicos rivais na cidade paquistanesa de Karachi. As batalhas explodiram no sábado, 29, em muitos lugares, e muitos incidentes de violência ainda ocorriam no domingo, 30. A polícia teve ordens de atirar nos causadores da confusão como aviso. Karachi, que é a capital comercial do Paquistão e onde fica o principal porto do país, tem uma longa história de violência política, religiosa e étnica. O confronto do fim de semana gera temores do retorno do banho de sangue que atormentou a cidade na década de 90. A última contenda é entre os Urdus, que são maioria, boa parte deles descendentes de migrantes da Índia na época da dominação britânica em 1947, e Pashtuns do noroeste do Paquistão. Os manifestantes atacaram lojas e puseram fogo em vários carros em diferentes partes da cidade. Cerca de 100 pessoas foram presas. A tenção vem aumentando desde que líderes da comunidade Urdu começaram a dizer que os militantes do Taliban, dos quais a maioria é Pashtun, estavam ganhando força na cidade. Um grande número de Pashtuns e membros de outro grupo étnico do Paquistão migraram para Karachi em busca de trabalho. Os Pashtuns dominam o sistema de transporte da cidade. Um partido político que representa os Urdus conhecido como Mohajirs, que significa "refugiados", tem sido a força política dominante na cidade desde os anos 80.

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