Confronto mata 20 insurgentes no Afeganistão, diz Otan

Pelo menos 20 insurgentes morreram em uma operação da Otan contra a rede Haqqani, cujo líder o governo norte-americano considera terrorista, disseram na quinta-feira as forças sob comando da Otan no país.

REUTERS

12 de agosto de 2010 | 11h14

Os militares pediram o apoio de ataques aéreos depois que forças afegãs e estrangeiras encontraram dezenas de insurgentes em "posições entrincheiradas de combate", numa área montanhosa do distrito de Dzadran, em Paktia, não longe da fronteira com o Paquistão, segundo a força internacional sob comando da Otan.

Os EUA vêm pressionando o Paquistão a tomar medidas contra a rede Haqqani, grupo aliado ao Taliban e supostamente ligado à Al Qaeda.

"Esta área é um conhecido refúgio da rede Haqqani, usada para realizar ataques contra Cabul e o passo de Khost-Gardez", disse a Isaf. "Uma equipe encarregada do armamento aéreo subjugou o inimigo, resultando em mais de 20 insurgentes mortos até agora."

A rede Haqqani é comandada por Jalaluddin Haqqani, herói da resistência contra a invasão soviética na década de 1980, e pelo filho dele. Seus militantes operam principalmente na região paquistanesa do Waziristão do Norte e em províncias afegãs adjacentes.

O grupo já realizou vários ataques, incluindo uma tentativa de matar o presidente Hamid Karzai em 2008.

O general James Mattis, novo comandante dos EUA no Afeganistão, disse no mês passado que desejava que os líderes do grupo fossem formalmente qualificados como terroristas, o que ampliaria a pressão sobre o Paquistão para reprimir a rede Haqqani.

O grupo tem ligações tradicionais com a agência paquistanesa de espionagem militar, e o Paquistão considera que ele seria um aliado valioso caso as tropas dos EUA deixem o Afeganistão sem que o país esteja estabilizado.

"A rede Haqqani é uma ameaça insurgente em destaque no Afeganistão atualmente. As forças afegãs e da coalizão estão focadas em sufocar sua influência e poder", disse o coronel norte-americano Rafael Torres em nota divulgada pelos militares.

A liderança efetiva do grupo passou agora do septuagenário Jalaluddin Haqqani para seu filho mais velho e mais militante, Sirajuddin, segundo analistas.

Os combates no Afeganistão, envolvendo principalmente militantes do Taliban, se intensificaram no momento em que os EUA se preparam para iniciar uma retirada gradual a partir de julho de 2011.

O mês de junho foi o mais letal para as forças estrangeiras em quase dez anos de guerra. A ONU informou na semana passada que o número de vítimas civis do conflito aumentou 31 por cento no primeiro semestre, chegando a 1.271 mortos.

Quase 150 mil soldados estrangeiros estão sob o comando da Otan e dos militares dos EUA no Afeganistão.

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