Confrontos matam 20 palestinos e três soldados de Israel

Cinegrafista da Reuters está entre as vítimas de ataque aéreo israelense; ele registrava tanques em operação

Agência Estado e Associated Press,

16 de abril de 2008 | 12h40

O Exército israelense realizou uma série de ataques nesta quarta-feira, 16, na Faixa de Gaza, matando pelo menos 20 palestinos. Entre os mortos estava um cinegrafista da agência Reuters, vítima de um ataque aéreo enquanto filmava tanques de Israel, segundo médicos. Três soldados israelenses foram mortos em um incidente separado.   Nesta quarta-feira houve um forte aumento da violência na Faixa de Gaza. A área passava por um período de relativa calma, após Israel encerrar uma ampla ofensiva militar na região, no começo de abril. O Exército de Israel geralmente opera em Gaza para evitar ataques de foguetes lançados por militantes palestinos contra o território israelense.   No incidente com mais mortes desta quarta-feira, um helicóptero israelense lançou quatro mísseis perto do campo de refugiados de Bureij, no centro de Gaza. Pelo menos nove palestinos foram mortos, entre eles dois jovens, informou o médico Moaiya Hassanain, do Ministério da Saúde palestino.   O cinegrafista da Reuters, Fadal Shana, foi aparentemente morto em um ataque aéreo na mesma área, segundo médicos e seus colegas. Jornalistas próximos da cena viram o veículo da Reuters em chamas e o corpo de Shana perto dele. Segundo as testemunhas, o câmera estava com um colete à prova de balas e o carro estava identificado como sendo da imprensa. A Reuters confirmou a morte de Shana, de 23 anos. O Comitê de Proteção aos Jornalistas informou que, no total, quatro jornalistas foram mortos enquanto trabalhavam acompanhando os conflitos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia desde 1992.   Emboscada   Cinco militantes palestinos foram mortos em outro confronto ocorrido nesta quarta-feira, informaram funcionários palestinos. Em outro incidente, militantes palestinos realizaram uma emboscada contra soldados israelenses. Três soldados foram mortos perto do terminal utilizado por Israel para entregar combustível a Gaza.   O envio do combustível estava interrompido desde a semana passada, após dois civis israelenses terem sido mortos por quatro guerrilheiros que atacaram o terminal - a única fonte de combustível para a Faixa de Gaza. O ataque fez com que Israel atrasasse a retomada do envio de combustível para a região. Porém, algumas horas depois, foram enviados alguns lotes para Gaza. Segundo o vice-diretor da associação de proprietários da estação de combustível de Gaza, Mahmoud Khuzandar, foi transportado apenas óleo de cozinha e diesel. Não foi informado o motivo da mudança na decisão.   O Hamas tomou o controle da Faixa de Gaza em junho, quando expulsou da região o partido laico Fatah, de Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina. Israel e os EUA consideram o Hamas um grupo terrorista. Israel pretende firmar a paz com o governo de Abbas até o fim deste ano. Porém afirma que não irá selar nenhum acordo até o presidente da Autoridade Palestina retomar o controle de Gaza.     (Matéria atualizada às 15h30)

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