Congresso dos EUA aprovará sanções adicionais ao Irã, diz senador

Alguns republicanos consideraram resolução votada pelo Conselho de Segurança da ONU fraca

Reuters,

09 de junho de 2010 | 20h36

WASHINGTON- Congresso irá aprovar sanções adicionais ao Irã neste mês, afirmou um legislador nesta quarta-feira, 9, classificando a nova resolução da ONU como um passo crítico, mas pressionando para ações mais fortes para deter o programa nuclear iraniano.

 

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Alguns republicanos do Capitólio qualificaram a nova resolução aprovada pelo Conselho de Segurança como fraca, e afirmaram que era mais importante do que nunca que penalidades adicionais a Teerã passem no Congresso.

 

O presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, Howard Berman, disse que os Estados Unidos estava procurando aliados na Europa e em outras regiões para impor medidas mais rígidas para pressionar o programa nuclear de Teerã. O Irã nega as alegações ocidentais de que esteja desenvolvendo armas nucleares, e insiste em que seu programa de enriquecimento de urânio tem fins estritamente civis, como geração de energia elétrica.

 

"O Congresso dos Estados Unidos fará sua parte aprovando uma legislação de sanções ainda neste mês", disse Berman em um comunicado, sem detalhar quais seriam as restrições adicionais.

 

Tanto a Câmara dos Representantes como o Senado aprovaram leis que impediriam empresas mundiais que fornecem combustível ao Irã de fazer negócios com os Estados Unidos.

 

O pacote de sanções aprovado nesta quarta pelo Conselho é o quarto aplicado contra o Irã. As medidas são uma resposta do órgão à resistência da República Islâmica em paralisar seu programa nuclear e à falta de cooperação do país com as investigações da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

 

A nova resolução prevê restrições contra a Guarda Revolucionária do Irã, o sistema de mísseis do país e o congelamento de investimentos ligados ao enriquecimento de urânio. Todos os carregamentos de exportação com o Irã como destino também serão submetidos a uma fiscalização mais rigorosa.

 

Dos 15 membros do órgão, 12 votaram a favor das medidas. Apenas Brasil e Turquia deram pareceres contra a resolução. O Líbano se absteve. Nenhum dos membros permanentes do Conselho - Rússia, China, EUA, França e Reino Unido - votou contra.

 

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