Congresso dos EUA chega a acordo sobre sanções adicionais ao Irã

Medida proibiria exportações de petróleo refinado ao Irã e negócios com empresas iranianas

Associated Press,

21 de junho de 2010 | 19h53

WASHINGTON- Negociadores da Câmara dos Representantes e do Senado americano afirmaram nesta segunda-feira, 21, que chegaram a um acordo sobre uma nova rodada de sanções econômicas ao Irã, com a justificativa de dissuadir o governo de Teerã a investir no desenvolvimento de armas nucleares.

 

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As últimas sanções propostas pelos legisladores contra a República Islâmica focam em interromper as exportações de gasolina e outros produtos feitos a partir de petróleo refinado ao Irã e proibir bancos americanos de fazer negócios com instituições estrangeiras que apoiem financeiramente a Guarda Revolucionária iraniana.

 

O rascunho do novo acordo, anunciado pelos democratas Chris Dodd, presidente do Comitê de Bancos do Senado, e seu colega Howard Berman, à frente do Comitê de Relações Exteriores, é divulgado logo após a comunidade internacional, liderada pelos Estados Unidos, tomar medidas para punir a recusa do Irã em abandonar seu programa nuclear.

 

O Conselho de Segurança da ONU aprovou uma nova resolução há duas semanas para reforçar as sanções contra Teerã e pressionar Estados e blocos de países para expandir suas próprias sanções ao regime e empresas iranianas. A União Europeia, em acordo com a quarta rodada de sanções do CS, implementou novas sanções à República Islâmica, seguida do Departamento do Tesouro dos EUA, que anunciou na semana passada a interrupção de negócios com doze companhias acusadas de cooperarem com o programa atômico e de mísseis iranianos.

 

A Câmara dos Representantes aprovou sua medida em outubro passado e o Senado, em, janeiro, mas Berman e Dodd afirmaram em maio que o Congresso iria esperar a decisão do Conselho de Segurança para agir, em linha com a política da administração Obama de que qualquer posição unilateral contra Teerã precisa ser respaldada pela cooperação multilateral.

 

As novas sanções ainda precisam ser aprovadas por outros membros congressionais, mas têm grande apoio nas duas casas. O voto final é esperado em breve nas duas Câmaras.

 

A legislação pretende excluir entidades envolvidas em vendas de petróleo refinado ao Irã do mercado americano. O país do Oriente Médio, apesar de ser um dos maiores exportadores de petróleo, ainda depende de importações de produtos refinados, como gasolina e combustível para aviões.

 

Além disso, a medida também impõe novas penalidades à companhias estrangeiras que deem assistência ao desenvolvimento do setor energético iraniano. Bancos americanos seriam proibidos de participar de transações financeiras com instituições estrangeiras que tenham negócios com a Guarda Revolucionária ou com o ilícito programa nuclear do país.

 

A proposta também institui um recurso legal com o qual estados americanos, governos locais e outros investidores podem cortar investimentos em companhias estrangeiras envolvidas no setor energético de Teerã.

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