Conheça os principais partidos israelenses

O centrista Kadima e o direitista Likud chegam quase empatados nas eleições parlamentares no país

Agências internacionais,

06 de fevereiro de 2009 | 07h56

Os líderes políticos israelenses disputam as eleições gerais no dia 10 de fevereiro, quando o novo primeiro-ministro do país deve ser escolhido. Apesar da ofensiva israelense ter favorecido a chanceler israelense, Tzipi Livni, do Kadima (centro), e o ministro da Defesa Ehud Barak, do Partido Trabalhista (centro-esquerda), as pesquisas preveem a vitória do candidato do Likud (direita), Benjamin Netanyahu.   Os 120 membros do Knesset (Parlamento israelense) são escolhidos por representação proporcional, ou seja, os eleitores votam para uma lista do partido em vez de escolher candidatos específicos. O número de candidatos de cada partido que entram para o Parlamento depende de quantos votos a lista do grupo recebe. Veja os principais partidos políticos.   Kadima (centro) - O Kadima foi fundado pelo ex-premiê Ariel Sharon, que deixou o Likud por enfrentar resistências à sua decisão de desocupar a Faixa de Gaza, em 2005. O partido comanda a coalizão de governo em Israel desde a sua criação. Quando Sharon entrou em coma, o primeiro-ministro Ehud Olmert assumiu a liderança do partido e conseguiu garantir o triunfo de 29 cadeiras em 2006, embora tenha perdido apoio durante a guerra contra o Líbano. Uma série de escândalos e processos de corrupção levaram Olmert a renunciar em setembro. A chanceler israelense, Tzip Livni, assumiu a liderança do Kadima, mas não conseguiu formar uma nova coalizão para que pudesse assumir a chefia de governo. Diante do impasse, ela teve de aceitar a convocação de eleições que, segundo as pesquisas, terá dificuldades em vencer.   Livni, ex-advogada e ex-agente do Mossad (serviço secreto israelense), tenta se tornar a primeira mulher a governar Israel desde Golda Meir, na década de 1970. Como chanceler, Livni comanda as negociações com os palestinos, com resultados aquém do esperado neste ano. Ela diz que, se eleita, continuará empenhada no processo de paz, mas reiterou durante a ofensiva contra Gaza que o Hamas será repreendido militarmente por lançar foguetes contra cidades israelenses.   Likud (centro-direita) - Fundado em 1973 por Herut de Menachem Begin, teve como um de seus principais expoentes o premiê Ariel Sharon, que também foi uma de suas maiores decepções após anunciar a saída do partido em meio aos preparativos para as eleições de 2006. Com criação de um novo partido, o Kadima, Sharon arrastou consigo boa parte dos líderes mais poderosos do Likud. Em 2003 o Likud adquiriu grande poder político conquistando 40 cadeiras do Knesset. Em sua plataforma de governo, o Likud é enfático com relação aos palestinos   Partido Trabalhista (centro-esquerda) - O Partido Trabalhista foi fundado em 1930 como um braço moderado do Partido Sionista Russo. A legenda que governou Israel na primeira metade dos 60 anos de existência do Estado judeu se expandiu com líderes como primeiro premiê de Israel, David Ben-Gurion, e a ex-premiê Golda Meir. Os trabalhistas chegaram a forjar acordos de paz com os palestinos, na década de 1990, com Yitzhak Rabin e Shimon Peres. O partido volta à disputa liderados pelo ex-premiê e atual ministro da Defesa, Ehud Barak, e sua popularidade cresceu após a ofensiva israelense em Gaza, apesar de ainda viver na sombra do Kadima e do Likud.   Shas (extrema direita) - Independente de que se tornar premiê provavelmente terá o partido ultraortodoxo no gabinete. Com posição fixa em sucessivos governos, o Shas conta com o apoio entre a crescente comunidade de judeus no Oriente Médio cujo líder espiritual é o rabino iraquiano Ovadia Yosef, de 88 anos. O Shas é contra a divisão de Jerusalém - uma das propostas fundamentais para o acordo de paz com os palestinos, que querem a área oriental da cidade (ocupada por Israel em 1967) como a capital de seu futuro Estado.   Israel Beiteinu (extrema direita) - Liderado pelo imigrante soviético Avigdor Lieberman, o "Israel é nossa casa" é visto como o "mais pragmático" entre os partidos que defendem uma "solução demográfica". O partido defende uma "troca de territórios", que inclui a entrega das aldeias árabes israelenses à Autoridade Palestina em troca da anexação, por Israel, dos assentamentos que o país construiu na Cisjordânia. Atualmente, ele controla 11 dos 120 assentos no parlamento.     DEMAIS PARTIDOS   Cerca de um terço do Parlamento é controlado por partidos menores. O Yahad-Meretz (5 cadeiras) é frente pacifista de esquerda e que não faz parte da coalizão governista. Entre os árabes, o partido comunista Hadash, o Balad (Assembleia Nacional Democrática, árabe secular) e o Lista Árabe Unida representam os cidadãos árabe-israelenses e possuem juntos dez assentos. O Judaísmo Unido da Torá (seis cadeiras) representa os judeus ultraortodoxos da comunidade Ashkenazi, de refugiados europeus. O União Nacional, com nove assentos, é uma coalizão ultraortodoxa que exige o fim das negociações de paz. O Partido dos Aposentados, com sete vagas, luta pelos direitos de saúde e pensão para a crescente população idosa israelense.

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