Conselheiro de Olmert diz que Obama não falará com o Hamas

Israel acredita que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai manter o país afastado do Hamas, disse um importante conselheiro do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert. "Não acho que este governo... vai lidar com o Hamas ou conversar com o Hamas", disse o conselheiro a repórteres, um dia depois que Olmert e Obama conversaram por telefone. O conselheiro, que falou na quinta-feira, sob a condição de anonimato, não informou se Obama falou explicitamente a Olmert que não falaria com o grupo palestino que controla a Faixa de Gaza. "Falar com o Hamas é, antes de mais nada, um problema palestino. Se a comunidade internacional começar a falar com o Hamas, eles vão destruir os moderados", disse o conselheiro, referindo-se ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que tem o apoio do Ocidente. O Hamas, que ganhou as eleições em 2006, não tem o apoio do Ocidente porque se recusa a reconhecer Israel e renunciar ao uso da violência. O grupo islâmico ficou mais isolado um ano depois, quando tomou o controle da Faixa de Gaza, expulsando as forças do Fatah, de Abbas, dali. "Esta é uma luta entre os moderados e os extremistas na região e eu não acho que ninguém tenha interesse... de fazer isso ou que vá fazer isso", disse o conselheiro. Israel lançou uma ofensiva punitiva contra Gaza no dia 27 de dezembro, alegando ter o objetivo de dar fim ao lançamento de foguetes do Hamas. A ofensiva terminou no domingo, quando ambos os lados declararam uma trégua separadamente. Ao longo de 22 dias, morreram mais de 1.300 palestinos e 13 israelenses. Na quinta-feira, Obama disse que o Hamas tem de parar de lançar foguetes contra Israel para que o cessar-fogo dure. O Hamas tem o apoio da Síria e do Irã. Israel considera o Hamas uma organização terrorista.

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