Conselho da ONU se reúne com urgência sobre Gaza

A Palestinia e a Liga Árabe chamaram a reunião de emergência esperando um pedido de cessar-fogo a Israel

Efe

01 de março de 2008 | 22h48

O Conselho de Segurança das Nações Unidas se reuniu em sessão de emergência a pedido dos palestinos e de dos países árabes que os apóiam, que querem que o corpo mais poderoso das Nações Unidas condene os ataques israelenses à Gaza e peçam um cessar-fogo.   Veja também: Veja as imagens  Análise: Hamas delira, e o governo de Israel expõe sua fraqueza Abbas diz que ações de Israel são 'mais do que o Holocausto'   O Conselho se reuniu a portas fechadas nesse sábado, 1, e depois foi para uma reunião aberta para ouvir o resumo do Secretariado da ONU sobre a situação de Gaza, além de declarações de israelenses e palestinos.   O membro da Liga Árabe na ONU, Yahya Mahmassani, disse à Associeted Press que os árabes estão preparando um rascunho de resolução do Conselho de Segurança condenando as mortes e pedindo um cessar-fogo. Os ataques israelenses já mataram mais de 60 pessoas e feriram outras 200, números mais altos desde o início do conflito em 2000. "O que está acontecendo agora está colocando em risco o processo de paz na região", afirmou.   Esse tipo de resolução falhou repetidamente no passado devido a objeções dos Estados Unidos e da Europa, devido à falta de equilíbrio na condenação.   Os prospectos dessa resolução parecem seguir o mesmo caminho, uma vez que o Conselho não consegue entrar em acordo sobre que ação tomar na disputa entre Israel e Palestina.   O embaixador da África do Sul, Dumisani Kumalo, disse esperar que o Conselho possa dizer alguma coisa sobre a situação de Gaza, mesmo não tendo conseguido chegar a uma conclusão sexta-feira, 22. Quando questionado porque o Conselho agiria nesse sábado, 1, mesmo não tendo conseguido nada semana passada, o embaixador respondeu: "Bem, porque eu sou um otimista perpétuo".   Mahmassani disse, "eu penso que agora o conselho tem que assumir suas reponsabilidades e levantar e dizer que já era tempo que todos tivessem parado com os bombardeios".

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