Zohra Bensemra/Reuters
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Conselho da oposição anuncia planos para Síria pós-Assad

Proposta prevê governo provisório para garantir segurança do país 'tão logo o regime desmorone'

Reuters

21 de novembro de 2011 | 11h01

AMÃ - O grupo de oposição Conselho Nacional da Síria anunciou nesta segunda-feira, 21, um plano de governo para um período de transição de até 18 meses se o presidente sírio, Bashar Assad, for destituído. Destacados opositores dp regime, porém, disseram que a oposição precisa de mais união para o momento da queda do presidente.

 

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O Conselho tem 260 membros e foi formado em Istambul, em setembro, num momento em que se intensificavam os protestos de rua pedindo a renúncia de Assad. Seus dirigentes divulgaram o programa político no domingo. O plano prevê que o conselho lidere um governo interino com a ajuda dos militares para "garantir a segurança do país e sua unidade tão logo o regime desmorone".

Assad enfrenta há oito meses manifestações de rua e crescente oposição armada, o que tem aprofundado o isolamento internacional de seu governo e a crise econômica síria, que se intensificou após o início dos protestos e se agravou com as sanções de países ocidentais.

Mas, apesar dos relatos de deserções entre os soldados, Assad vem mantendo a lealdade da maioria dos militares e autoridades do governo. Ele diz que não cederá à pressão internacional para pôr fim á repressão aos opositores, que descreve como "terroristas armados".

A ONU diz que 3,5 mil pessoas foram mortas na repressão. As autoridades sírias culpam grupos armados e dizem que 1,1 mil policiais e soldados morreram em ataques.

Assad prometeu realizar uma eleição parlamentar no ano que vem, seguida de uma nova Constituição. No entanto, o Conselho diz que a transição para a democracia depois de 41 anos de governo da família Assad "requer a derrubada do regime com todos os seus símbolos", seguida da reconciliação nacional.

No período de transição proposto pelo Conselho, um governo interino organizaria no prazo de um ano uma eleição supervisionada internacionalmente para eleger uma "assembleia de fundação" que formularia uma nova Constituição, a ser levada a referendo. Seis meses depois haveria uma eleição parlamentar.

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