Conselho de Segurança cancela viagem à República Democrática do Congo

Nuvem de cinzas que se espalha no céu da Europa teria sido o motivo; diplomatas afirmam que CS planeja mais conversas sobre Irã

16 de abril de 2010 | 20h36

Reuters

 

GENEBRA- O Conselho de Segurança da ONU cancelou uma viagem para a República Democrática do Congo enquanto os cinco membros permanentes planejam novas reuniões para discutir sanções contra o Irã, afirmaram diplomatas nesta sexta-feira, 16.

 

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A razão oficial do cancelamento foi a nuvem de fumaça formada pelas cinzas de um vulcão na Islândia, que causou uma situação de caos aéreo na Europa, de acordo com um porta-voz da ONU.

 

No entanto, várias diplomatas disseram sob condição de anonimato que a intensificação de conversas sobre uma quarta rodada de sanções a Teerã também foi uma das razões da decisão.

 

"Os americanos estão bastante confiantes de conseguirem uma resolução concluída este mês," disse um diplomata a par das negociações. "Isso foi considerado na decisão de cancelar a viagem".

 

Diplomatas dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança - Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Reino Unido - mais a Alemanha têm se reunido quase diariamente enquanto tentam entrar em acordo sobre medidas punitivas que serão incluídas na resolução de sanções.

 

Os seis enviados têm discutido uma proposta dos Estados Unidos que propõe penalidades ao sistema bancário iraniano, um embargo de armas, medidas contra a indústria naval do país, medidas contra membros da Guarda Revolucionária, e um congelamento de novos investimentos no país.

 

Diplomatas ocidentais à par das negociações afirmam que o grupo está longe de um acordo e que as reuniões podem se estender até junho. Os chineses, e os russos, em uma intensidade menor, estão tentando convencer os outros membros a instituir sanções menos severas.

 

O Ocidente acredita que o Irã esteja desenvolvendo secretamente armas nucleares, o que Teerã nega.

 

República Democrática do Congo

 

Não foi imediatamente esclarecido se o Conselho de Segurança iria remarcar sua viagem ao país. Estava planejado um encontro com o presidente Joseph Kabila, que tem pressionado pela retirada de tropas da ONU do território congolense.

 

Kabila quer que os capacetes azuis comecem a deixar o país em meses, e o último deles em 2011. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, deseja que as forças de paz fiquem no país ao menos por mais três anos.

 

Rebeldes locais e hutus da Ruanda ainda causam uma enorme onda de violência nas províncias do leste da RDC. Militantes da etnia Uganda continuam uma campanha de terror em províncias do nordeste.

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