Conselho de Segurança da ONU deve aprovar novas sanções ao Irã

O Conselho de Segurança daOrganização das Nações Unidas (ONU) deve adotar uma terceirarodada de sanções contra o Irã devido ao programa nuclear daRepública Islâmica. Diplomatas, no entanto, disseram que essadeve ser a primeira rodada de punições ao país que não seráaprovada por unanimidade. O governo de Teerã nega as acusações ocidentais de quebusca a fabricação de armas nucleares, e ignorou trêsresoluções anteriores do Conselho de Segurança que exigiam ocongelamento das atividades de enriquecimento de urânio. Esseprocesso pode produzir combustível tanto para usinas de energianuclear quanto para armas atômicas. Os cinco membros permanentes do Conselho -- Estados Unidos,Grã-Bretanha, França, Rússia e China -- além da Alemanha, quenão tem assento no Conselho, concordaram, após encontro emBerlim no dia 22 de janeiro, com um esboço de resoluçãodelineando uma terceira rodada de sanções ao Irã. Washington esperava uma rápida votação do texto, mas asnegociações duraram um mês e meio. O processo de revisão do documento parece estar agora emseu final. França e Grã-Bretanha divulgaram na sexta-feira oque afirmaram ser o texto final da resolução e pediram umareunião do Conselho para votá-la nesta segunda-feira, às 13h(horário de Brasília). Está claro desde janeiro que as novas sanções devem seraprovadas, já que têm apoio dos cinco membros permanentes doConselho e de seis membros não-permanentes. Mas os co-participantes europeus do texto -- França,Grã-Bretanha e Alemanha -- vinham buscando o voto de quatromembros do Conselho que têm mostrado relutância em apoiar odocumento, na tentativa de conseguir a aprovação unânime, queenviaria a mensagem mais enfática possível ao governo iraniano. África do Sul, Líbia, Indonésia e Vietnã questionaram aimposição de novas sanções ao Irã no momento em que a agêncianuclear da ONU afirma que a cooperação iraniana com inspetoresdo órgão melhorou significativamente. Diplomatas afirmam que existe a possibilidade de a Áfricado Sul e o Vietnã aprovarem a resolução, embora também exista achance de ambos países se absterem. Indonésia e Líbia, por suavez, têm grandes chances de rejeitarem o texto ou se absterem.

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