Conselho iraquiano exige plano para retirada de tropas dos EUA

Conselheiros de segurança diz que Bagdá não aceita acordo se proposta não definir data para fim da ocupação

Agência Estado e Associated Press,

08 de julho de 2008 | 12h00

O conselheiro de segurança nacional do Iraque, Mouwaffak al-Rubaie, declarou nesta terça-feira, 8, que Bagdá não aceitará nenhum acordo de segurança com os Estados Unidos se o documento não contiver especificação da data na qual os soldados americanos se retirarão do território iraquiano. Os comentários de Rubaie foram feitos um dia depois de o primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, ter manifestado pela primeira vez em público a expectativa de que o acordo em negociação com os EUA contenha alguma espécie de cronograma de retirada. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, é contra a imposição de um cronograma. Rubaie disse a jornalistas nesta terça-feira que o Iraque "não aceitará nenhum memorando de entendimento que não contenha datas específicas para a retirada das forças estrangeiras". O mandato da Organização das Nações Unidas (ONU) para a presença de tropas dos EUA no Iraque caduca no fim deste ano e os dois países estão negociando um acordo bilateral de segurança para substituí-lo. Em novembro do ano passado, Maliki e o presidente George W. Bush concordaram em ter o acordo assinado até o fim deste mês, mas as negociações foram paralisadas em junho, quando líderes políticos iraquianos, tanto sunitas como xiitas, denunciaram as condições definidas no tratado proposto como sendo de "escravidão perpétua". Um rascunho do acordo, revelado em abril pelo jornal britânico The Guardian, diz que as tropas dos EUA permanecerão no Iraque por tempo indeterminado, tendo mandato para "conduzir operações militares no Iraque e para der indivíduos, quando necessário", sem a necessidade de permissão prévia por parte do governo local, controle total sobre o espaço aéreo iraquiano, imunidade total para militares e civis norte-americanos diante da Justiça iraquiana e garantias de permanência para cerca de 50 bases militares dos EUA.

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