Conversas entre EUA e Israel terminam sem acordo sobre colônias

Os Estados Unidos e Israel chegaram ao final de mais uma rodada de conversas nesta quarta-feira sem nenhum sinal de acordo sobre o congelamento da expansão de assentamentos na Cisjordânia, mas o enviado norte-americano à região planeja um novo encontro com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na sexta-feira.

JEFFREY HELLER, REUTERS

16 de setembro de 2009 | 16h40

A decisão de estender as discussões deixou aberta a possibilidade de um encontro, na próxima semana, entre Netanyahu, o presidente norte-americano Barack Obama, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina Mahmoud Abbas, que devem participar da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas em Nova York.

Um fracasso em organizar ao menos um encontro informal entre os líderes israelense e palestino seria um revés para Obama, que tenta acertar com Netanyahu o congelamento na expansão de assentamentos israelenses e reiniciar as conversas de paz.

Diplomatas e autoridades em ambos os lados afirmaram ser provável um encontro trilateral em Nova York, o que poderá ser um sinal de reinício do "processo de paz" mas não necessariamente a resolução de qualquer dos principais temas em disputa.

"Provavelmente vai haver algum aperto de mãos porque isto é o que Obama quer", afirmou uma autoridade israelense. "Mas isto não irá a lugar nenhum a longo prazo", acrescentou, citando a oposição interna de islâmicos a Abbas e os aliados pró-colonos de Netanyahu.

O enviado norte-americano ao Oriente Médio, George Mitchell, que teve reuniões separadas com Netanyahu e Abbas na terça-feira, encontrou-se novamente por duas horas com o premiê israelense em Jerusalém nesta quarta-feira.

Mitchell tenta acertar um acordo com Netanyahu, que resiste ao pedido de Obama para suspender a construção de assentamentos judaicos na Cisjordânia ocupada e na parte árabe de Jerusalém, no maior racha entre as relações entre EUA e Israel em uma década.

Netanyahu disse estar disposto a limitar temporariamente o âmbito das construções, mas que projetos em andamento irão continuar.

Obama também quer o reconhecimento de Israel por nações árabes, que tem expressado relutância ao pedido.

(Reportagem adicional de Edmund Blair em Cairo)

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