Conversas sobre programa nuclear do Irã não avançam

O aparente fracasso das potências nucleares e do Irã em fazer progressos na discussão sobre os planos atômicos iranianos pode reforçar o argumento norte-americano sobre a necessidade de reforçar as sanções sobra a República Islâmica.

FREDRIK DAHL, REUTERS

22 de janeiro de 2011 | 11h58

Dois dias de discussões aparentemente infrutíferas em Istambul entre o Irã e as seis potências - Estados Unidos, França, Alemanha, China, Rússia e Grã-Bretanha - terminaram neste sábado sem sequer um acordo sobre quando e onde se reunirem novamente.

A chefe de política externa da União Europeia, Catherine Ashton, disse que a porta continua aberta, mas o desfecho foi claramente decepcionante, mesmo que ninguém contasse com um avanço na cidade turca.

Autoridades ocidentais esperavam sinais de que o Irã estaria disposto a começar a responder às suas preocupações com seu programa nuclear, que temem ter como objetivo a fabricação de bombas, mas Teerã disse ser concebido para a geração pacífica de energia.

Mas a delegação iraniana deixou claro desde o princípio que os "direitos nucleares" do país não são negociáveis.

Na sessão anterior entre as duas partes em Genebra no começo de dezembro, que tampouco resultou em avanço no impasse, pelo menos houve um acordo a respeito do encontro seguinte em Istambul no final de janeiro.

As conversas na Turquia ressaltaram a grande divisão e quão pouco efeito as duras sanções tiveram para persuadir os iranianos a mudar de curso.

MAIS SANÇÕES?

No início da semana a secretária dos EUA, Hillary Clinton, aventou a possibilidade de aumentar ainda mais a pressão, dizendo à rede ABC que o governo Obama pode propor novas sanções unilaterais contra o Irã.

Mas alguns analistas dizem ser improvável que um esforço liderado pelos EUA para isolar o Irã e sua liderança linha-dura fará o país recuar.

Qualquer iniciativa norte-americana pode ainda enfurecer a Rússia, que votou pela quarta rodada de sanções na ONU mas criticou medidas subseqüentes dos EUA e da União Europeia. Autoridades ocidentais e especialistas dizem que as sanções estão prejudicando a economia iraniana, embora um aumento no preço do petróleo possa suavizar esse impacto.

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