Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Corpos de combatentes são empilhados em Gaza, diz palestino

Homem que foi capturado por israelenses diz que militantes mortos são amontoados e cobertos com areia

Reuters,

09 de janeiro de 2009 | 17h06

Um palestino capturado por tropas israelenses em Gaza disse, após sua soltura nesta sexta-feira, 9, ter visto corpos de muitos combatentes islâmicos serem amontoados com uma escavadeira em montes cobertos por areia. "Eles usaram uma escavadeira para empilhar os corpos dos mortos. Havia corpos de muitos combatentes", disse o homem, liberado pelos israelenses após cinco dias de detenção e autorizado a voltar para Gaza. Um porta-voz do Exército israelense disse desconhecer o incidente. O palestino afirmou se chamar Eyad e disse ter visto os corpos na cidade de Beit Lahiya, no norte de Gaza, um dos primeiros alvos da ofensiva terrestre lançada por Israel depois de aviões bombardearem Gaza por uma semana.   Veja também:80% de Gaza precisa de alimentos, diz ONU; ajuda é retomadaONU afirma que 257 crianças palestinas morreram em GazaCruz Vermelha suspende temporariamente ação em Gaza'Crianças crescem em bunkers', diz brasileiro em Israel Especial traz mapa com principais alvos em Gaza Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques    O Hamas não revelou quantos combatentes de Gaza foram mortos ou feridos. O Exército israelense afirmou, três dias atrás, ter matado mais de 130 deles desde o início do combate terrestre. As forças israelenses prenderam centenas de palestinos à medida que avançavam pela Faixa de Gaza numa operação que, segundo o governo, tem como objetivo derrotar o Hamas e fazer cessar os disparos de foguetes contra Israel. Dos cerca de 200 detidos em Beit Lahiya, 75 foram liberados nesta sexta-feira. Eles estavam pálidos, descalços e pareciam exaustos. Voltaram à Faixa de Gaza pela passagem de Erez, controlada por Israel, no norte do enclave. Eyad disse que, primeiro, os prisioneiros foram mantidos como "escudos humanos" dentro de posições militares estabelecidas pelo Exército, e depois transferidos para uma prisão em Israel. "No primeiro dia (da ofensiva terrestre), as forças especiais invadiram Beit Lahiya", disse. Cerca de mil soldados teriam começado a executar prisões, segundo ele. "Eles também demoliram casas que diziam terem sido usadas para o disparo de foguetes ou abrigado túneis." Uma vez presos, os palestinos eram interrogados para descobrir "quem disparava os foguetes ou cavava os túneis". "Eles nos usaram como escudos humanos em posições militares estabelecidas dentro da Faixa de Gaza antes de nos levarem a uma prisão em Beersheba", afirmou. "Eles nos fizeram dormir no cascalho ou na areia. Eles nos tiraram as roupas." Durante seus cinco dias de detenção, novos prisioneiros chegavam todo dia, afirmou o homem. Israel atacou Gaza no dia 27 de dezembro, depois que militantes islâmicos do Hamas que controlam a faixa costeira colocaram fim a seis meses de trégua, afirmando que os israelenses não cumpriram a promessa de aliviar o bloqueio a Gaza, e começaram a disparar mais foguetes nas cidades do sul de Israel. Os foguetes mataram quatro israelenses. A ofensiva israelense matou 783 palestinos. Israel, no entanto, diz que prosseguirá a operação até que o Hamas pare de atacar a região sul de Israel.  

Tudo o que sabemos sobre:
IsraelGazaHamas

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.