Corte antiterrorista acusa líder taleban do assassinato de Bhutto

Enquanto isto, outras cinco pessoas acusadas pelo assassinato da ex-líder do PPP permanecem detidas

Efe

21 de junho de 2008 | 11h45

O tribunal antiterrorista de Rawalpindi acusou neste sábado, 21, como principal suspeito do assassinato da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto o líder taleban Baitulah Meshud e outros cinco cúmplices.   A corte, que já tinha declarado Meshud, Qari Ismail, Ikram Ullah, Abaadur Rehamn e Qari Fayiz "delinqüentes" por terem se negado a comparecer perante a Justiça, também ordenou o congelamento de seus bens, informou a agência estatal APP.   Enquanto isto, as outras cinco pessoas acusadas até agora pelo assassinato da ex-líder do Partido Popular do Paquistão (PPP) e que permanecem detidas voltaram a comparecer perante a corte antiterrorista de Rawalpindi, que marcou para 14 de julho a próxima audiência sobre o caso.   Os cinco suspeitos, que continuam em prisão preventiva, chegaram ao tribunal com estritas medidas de segurança, segundo a APP.   Os detidos são Abdur Rashid Purabi, Hasnain Gül, seu primo Rafaqat, Sher Zaman e Aitzaz Shah, este último um adolescente de 15 anos que supostamente recebeu treinamento para cometer ataques suicidas.   A Corte decidiu que Shah deverá responder perante a Justiça juvenil por ser menor de idade.   Bhutto morreu em 27 de dezembro em Rawalpindi após bater a cabeça por causa da forte explosão de uma bomba detonada por um terrorista suicida, segundo as conclusões dos investigadores paquistaneses e da equipe da Scotland Yard que ajudou a esclarecer o assassinato.   Um dos acusados, identificado como Bilal, foi quem supostamente disparou contra Bhutto e detonou os explosivos que carregava, enquanto Ullah estava pronto para agir caso a ex-primeira-ministra saísse pela outra porta do carro. Ullah fugiu de Rawalpindi na manhã seguinte.   Antes das eleições de 18 de fevereiro, o Governo paquistanês atribuiu o atentado à rede terrorista Al Qaeda, de Osama bin Laden, e a insurgência taleban vinculou alguns dos detidos com Meshud, que lançou uma ordem de captura contra ele em março.   Recentemente, o novo Parlamento paquistanês apresentou uma solicitação à ONU para estabelecer uma comissão de investigação sobre a morte de Bhutto.

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