Corte de Israel mantém corte de combustíveis a Gaza

Governo continua com abastecimento mínimo de eletricidade e gasolina por conta de mísseis palestinos

Agência Estado e Associated Press,

30 de janeiro de 2008 | 12h09

A Suprema Corte de Israel manteve nesta quarta-feira, 30, a decisão do governo israelense de cortar os suprimentos de gasolina e eletricidade para a Faixa de Gaza. O governo, porém, continuará a fornecer algum suprimento reduzido de eletricidade e gasolina, e os juízes disseram que esses suprimentos "abastecerão no momento a necessidade mais vital e humanitária da Faixa de Gaza".   Vários grupos israelenses de defesa dos direitos humanos haviam contestado o corte na Justiça. O governo de Israel afirma que cortar a eletricidade e a gasolina é uma medida para impedir o disparo de foguetes da Faixa de Gaza contra território israelense. Os palestinos afirmam que os cortes no fornecimento de eletricidade foram uma iniqüidade ainda maior contra uma população já empobrecida e humilhada, além de prejudicarem o funcionamento dos serviços públicos.   Israel, que terminou a ocupação de 38 anos da Faixa de Gaza em 2005, fornece dois terços da eletricidade consumida no território palestino. Israel culpa o grupo islâmico Hamas, que tomou o controle da Faixa de Gaza após combates em meados do ano passado, pelo disparo de foguetes.   "Nós enfatizamos que a Faixa de Gaza é controlada por um grupo terrorista assassino, que opera incansavelmente para prejudicar o Estado de Israel e seus cidadãos e que viola cada preceito da lei internacional com suas ações violentas," escreveu o painel de três juízes na decisão desta quarta-feira.   Israel mantém o bloqueio da Faixa de Gaza desde a tomada de controle do território pelo Hamas em junho do ano passado. Em janeiro deste ano, Israel cercou o território e ampliou as sanções e cortes.   O porta-voz do Hamas, Fawzi Barhoum, disse que a decisão da Suprema Corte de Israel "reflete a face criminosa e feia da ocupação."

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