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Credibilidade da comunidade internacional está em jogo, diz Obama

Presidente dos EUA afirmou que 'linha vermelha' na Síria foi estabelecida por nações, não por ele

Cláudia Trevisan, correspondente em Washington,

04 de setembro de 2013 | 11h56

(Atualizada às 13h) WASHINGTON - O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta quarta-feira, 4, que a credibilidade da comunidade internacional está em jogo com a necessidade de responder ao ataque químico na Síria. "A minha credibilidade não está em jogo. A credibilidade da comunidade internacional está em jogo."

"A questão é quão crível é a comunidade internacional quando ela diz que uma norma internacional tem de ser observada. A questão é quão crível é o Congresso, quando ele aprova um tratado dizendo que temos que proibir o uso de armas químicas", ressaltou o presidente americano.

Obama busca apoio internacional e dos congressistas dos EUA para uma ação militar contra o regime do presidente sírio, Bashar Assad. O presidente americano afirmou ainda que não foi ele quem estabeleceu uma "linha vermelha" para uma ação contra a Síria no caso do uso de armas químicas, mas sim a comunidade internacional ao condenar o uso desse armamento.

Segundo Obama, uma resposta militar não deve resolver a guerra civil na Síria, mas uma ofensiva é necessária para mandar uma mensagem clara. "Estou falando de uma ação limitada, em tempo e escopo, com o objetivo específico de afetar a capacidade (de Assad) e evitar que essas armas sejam usadas de novo."

Confiança. Obama está confiante na aprovação da intervenção pelo Congresso. "A América também reconhece que se a comunidade internacional falhar em manter certas normas, padrões, leis que regulam como os países interagem e como as pessoas devem ser tratadas, ao longo do tempo este mundo ficará menos seguro."

Alguns congressistas, incluindo o presidente da Câmara dos Representantes, John Boehner, indicaram que vão apoiar o plano de Washington. Após se reunir com Obama na terça-feira, Boehner classificou como "ato bárbaro" o suposto uso de gás sarin pelo governo de Assad no ataque de 21 de agosto, que deixou 1.429 mortos. "O uso destas armas deve ter uma resposta e só os EUA têm capacidade de parar Assad", afirmou Boehner.

Rússia. Obama disse que EUA e Rússia continuarão a ter interesses comuns e buscarão ações conjuntas quando isso ocorrer. Mas reconheceu que seu relacionamento com o presidente Vladimir Putin, "bateu no muro", em razão das divergências de ambos sobre a Síria, tendo em vista que a Rússia é o principal aliado de Assad.

A tensão entre os dois presidentes levou Obama a adiar por um dia sua chegada à Rússia para a reunião do G-20, que começa quinta-feira em São Petersburgo. Para evitar um encontro com Putin antes da reunião, Obama decidiu visitar a Suécia no caminho para a Rússia./ Com AP e REUTERS

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