Cresce a inquietação sobre reféns em poder dos talebans

Grupo taleban reivindica libertação de insurgentes em troca de 22 sul-coreanos, há 11 dias detidos

Efe

30 Julho 2007 | 03h09

A inquietação sobre os 22 reféns sul-coreanos nas mãos de um grupo taleban cresce com o passar das horas, diante da ameaça dos insurgentes de executá-los nesta segunda-feira, 30, a partir das 4h30 (de Brasília), caso as autoridades afegãs não libertem oito presos rebeldes.   Os seqüestradores, que na semana passada lançaram vários ultimatos, depois ampliados, descartaram continuar dialogando e afirmaram que as autoridades de Cabul devem responder nesta segunda-feira a seu pedido de libertar oito presos insurgentes em troca da vida dos sul-coreanos.   Um porta-voz da milícia assegurou que o horário de 4h30 (de Brasília) é o "prazo final", e criticou o governo afegão porque "não levou este assunto muito a sério".   O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, assegurou no domingo, 30, que seu Executivo fará "todos os esforços possíveis" para a libertação dos reféns através de uma "solução conveniente".   O governo afegão foi alvo de duras críticas em abril por ter libertado cinco prisioneiros talebans em troca do jornalista italiano Daniele Mastrogiacomo, seqüestrado pelos insurgentes em março. Karzai reconheceu então que tinham concordado com a troca porque foi um caso "muito extraordinário", e assegurou que esta ação não se repetiria "nunca".   Vinte e três missionários protestantes sul-coreanos foram seqüestrados há onze dias na província de Ghazni (centro-leste), quando viajavam de Kandahar a Cabul.   Na quarta-feira, 25, os talebans executaram um deles, o pastor Bae Hyung-kyu, de 42 anos.

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