Crise no Líbano obrigou 20 mil sírios a fugir do país, diz Síria

Trabalhadores que estavam no país voltam à Síria fugindo dos choques entre governo e oposição, diz Imigração

Efe,

14 de maio de 2008 | 15h12

Pelo menos 20 mil trabalhadores sírios que estavam no Líbano voltaram à Síria nos últimos dias fugindo dos confrontos entre seguidores da oposição liderada pelo Hezbollah e a maioria parlamentar, segundo fontes do Departamento de Imigração sírio. Veja também:Líbano deve cancelar medidas anti-Hezbollah As fontes, que preferiram não se identificar, disseram que muitos deles tinham voltado a pé por estradas secundárias para evitar os postos de controle que tinham sido erguidos na estrada que liga Damasco a Beirute. Calcula-se que cerca de 300 mil sírios trabalhem no Líbano e que o número dobre nas altas temporadas de turismo. Há dois dias, o Ministério de Assuntos Sociais e de Trabalho da Síria denunciou a morte de quatro trabalhadores sírios por "milícias das autoridades libanesas (governo libanês)", e a qualificou de "crime contra os trabalhadores." Além disso, pediu aos responsáveis libaneses que abram uma investigação sobre os episódios, que "punam seus executores e assumam sua responsabilidade na proteção dos trabalhadores sírios e suas famílias." Na semana passada tiveram início confrontos armados no Líbano entre membros da maioria parlamentar e a oposição, que se intensificaram no dia seguinte após um discurso do líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, que qualificou uma decisão do governo de desmontar a rede de telecomunicações do partido como "declaração de guerra." Os choques, que deixaram pelo menos 65 mortos e 200 feridos em uma semana, terminaram após o Hezbollah ter decidido retirar seus milicianos, assim que o Exército congelou a decisão do Executivo sobre o desmantelamento de sua rede de telecomunicações.

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