Crise se agrava e Líbano tem dia de conflitos violentos

Tropas libanesas e homens armados trocaram tiros nos subúrbios do sul de Beirute nesta segunda-feira, ferindo cinco pessoas, num aprofundamento da crise que se seguiu ao assassinato de um oficial de inteligência do alto escalão do Exército, afirmaram fontes das áreas médica e de segurança.

DOMINIC EVANS, Reuters

22 de outubro de 2012 | 08h47

Quatro pessoas também foram mortas, incluindo uma menina de 9 anos, e 12 ficaram feridas durante confrontos entre homens armados na cidade de Trípoli, no norte do país, de acordo com fontes.

A violência intensificou temores de que a guerra civil na vizinha Síria possa se espalhar para o Líbano, desestabilizando o delicado equilíbrio político e ameaçando iniciar uma nova era de derramamento de sangue por batalhas sectárias.

O país está em ebulição desde sexta-feira, depois que o general Wissam al-Hassan, chefe da Inteligência que se opunha à liderança síria, foi assassinado em um atentado com carro-bomba.

Muitos políticos libaneses acusaram a Síria de estar por trás da morte e manifestantes furiosos tentaram invadir o palácio do governo após o funeral de Hassan, no domingo.

Líderes da oposição e partidários querem que o primeiro-ministro Najib Mikati renuncie, afirmando que ele é muito próximo ao presidente sírio, Bashar al-Assad, e do seu grupo militante aliado Hezbollah, que faz parte do governo de Mikati.

Os confrontos em Beirute na manhã desta segunda-feira ocorreram nos limites de Tariq al-Jadida, um bairro muçulmano sunita que é vizinho de bairros xiitas, no sul da capital.

Moradores informaram mais cedo que tiroteios intensos ocorreram durante a noite na região de Tariq al-Jadida entre homens armados com fuzis e lançadores de granadas.

NO domingo, milhares de pessoas compareceram à Praça dos Mártires, no centro de Beirute, para o funeral de Hassan, mas a homenagem terminou em violência, com forças de segurança disparando gás lacrimogêneo e tiros para o ar, conforme centenas de pessoas tentavam invadir o gabinete do primeiro-ministro.

O governo sírio e o Hezbollah condenaram o assassinato de Hassan.

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