Cruz Vermelha pede entrada de ajuda humanitária em Gaza

CICV pediu que se permita a entrada especialmente de equipamentos e material médico para atender feridos

EFE

28 de dezembro de 2008 | 20h04

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) pediu hoje que se permita a entrada de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, em particular de equipamentos e material médico para atender aos feridos em decorrência da ofensiva militar de Israel.   Veja também: Centenas de palestinos violam fronteira com o Egito Ataques em Gaza interrompem conversas de paz com a Síria No mundo islâmico, multidões protestam contra Israel Israel aprova convocação de reservistas para ofensiva em Gaza Abbas: ataques podiam ser evitados; Olmert promete 'firmeza' Ministros árabes se reúnem na 4ª para discutir ataques a Gaza ONU pede cessar fogo imediato de Israel na Faixa de Gaza Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos Ofensiva israelense deve sepultar esforço de paz Hamas pede nova Intifada contra Israel após ataques Itamaraty condena 'reação desproporcional' de Israel Veja imagens de Gaza após os ataques       O CICV, citando fontes palestinas, destacou que os ataques provocaram pelo menos 275 mortos e mais de 950 feridos até o momento.   O Comitê relatou que uma israelense morreu e vários ficaram feridos pelo lançamento de foguetes contra Israel a partir de Gaza.   Segundo o depoimento de uma das colaboradoras do CICV na zona das hostilidades, "as pessoas em Gaza têm medo de sair à rua, enquanto os hospitais estão lotados e não podem atender à magnitude nem ao tipo de ferimentos que estão se apresentando".   O CICV lembrou que a grande quantidade de feridos põe sob uma extrema pressão os hospitais, que, antes da ofensiva israelense, tinham problemas para funcionar devido à falta de material e equipamentos médicos.   Soma-se a isso que as reservas de remédios já se esgotaram devido às dificuldades dos últimos meses para a entrada desses produtos em território palestino.   Esta se transformou a prioridade do CICV, destacou o chefe da delegação da organização em Israel e nos territórios ocupados, que também disse que é fundamental que se permita a entrada da ajuda humanitária em geral.   Por enquanto, foi possível fornecer medicamentos a dois hospitais e que, nesses centros médicos, foram atendidos "centenas de feridos".

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