Curdos iraquianos não entrarão em combate terrestre na Síria, diz porta-voz

As forças curdas iraquianas não vão se envolver em combates terrestres na cidade síria de Kobani, mas fornecer suporte de artilharia para companheiros curdos que lutam contra militantes do Estado Islâmico nessa localidade, disse um porta-voz curdo neste domingo.

ISABEL COLES E AHMED RASHEED, REUTERS

26 de outubro de 2014 | 16h39

Militantes do Estado Islâmico vêm tentando capturar Kobani há mais de um mês e têm intensificado suas ações, apesar de ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos contra as suas posições e a morte de centenas de seus combatentes.

Os curdos do Iraque se preparavam para ajudar seus companheiros na Síria enquanto forças do governo iraquiano e milícias xiitas avançavam contra um grupo ligado à Al Qaeda, que quer redesenhar o mapa do Oriente Médio.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que monitora a violência no conflito de três anos e meio na Síria, disse neste domingo ter confirmado que 815 pessoas foram mortas nos combates por Kobani ao longo dos últimos 40 dias - sendo mais da metade delas combatentes Estado Islâmico.

O Parlamento da região curda iraquiana aprovou na semana passada o envio à cidade síria de algumas de suas forças militares, conhecidas como Peshmerga, que vêm lutando contra o Estado Islâmico no norte do Iraque.

"Basicamente, será um apoio de retaguarda, com artilharia e outras armas", disse o porta-voz do governo regional do Curdistão iraquiano, Safeen Dizayee, à Reuters. "De qualquer modo, não serão enviadas tropas de combate, neste momento."

Militantes do Estado islâmico bombardearam um posto fronteiriço de Kobani com a Turquia durante a noite, mas foram repelidos por combatentes curdos, disseram funcionários curdos e um grupo de monitoramento.

"É claro que eles vão tentar novamente hoje à noite", disse Idris Nassan, um oficial curdo local. "Na noite passada, eles trouxeram novos reforços, novos suprimentos, e eles estão se empenhando duramente."

IRAQUE

Forças de segurança iraquianas apoiadas por milícias xiitas ganharam algum impulso no fim de semana em sua tentativa de impor perdas ao Estado Islâmico, que controla amplas porções do território no norte e oeste do país, grande produtor de petróleo e membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Forças do governo iraquiano apoiado por milícias xiitas retomaram o controle de quatro aldeias neste domingo, perto das montanhas de Himree, de onde se avista as linhas de abastecimento do Estado Islâmico, cerca de 100 quilômetros ao sul da cidade petrolífera de Kirkuk, segundo autoridades da área de segurança.

Eles também expulsaram os militantes do Estado Islâmico da localidade de Jurf al-Sakhar, ao sul de Bagdá, enquanto combatentes curdos recuperaram o controle sobre a cidade de Zumar, no norte.

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