Curdos tomam armas e edifícios do Estado Islâmico em cidade síria sitiada

Combatentes curdos capturaram seis edifícios de militantes do Estado Islâmico que sitiam a cidade síria de Kobani nesta terça-feira e tomaram um grande lote de armas e munição dos rebeldes, afirmou um grupo que monitora a guerra.

REUTERS

18 de novembro de 2014 | 18h30

O Estado Islâmico vem tentando assumir o controle da cidade, também conhecida como Ayn al-Arab, há mais de dois meses, uma ofensiva que levou dezenas de milhares de civis curdos a fugir pela fronteira com a Turquia e deu ensejo a ataques aéreos de forças lideradas pelos Estados Unidos.

O movimento sunita radical, uma dissidência da Al Qaeda, declarou um califado islâmico que se estende por grandes porções de terra que conquistou em outras partes da Síria e do vizinho Iraque.

Os seis edifícios tomados pelos combatentes curdos estão em um local estratégico no norte da cidade, perto da Praça da Segurança, onde estão instalados os principais escritórios municipais, disse Rami Abdulrahman, chefe do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, grupo sediado em Londres que acompanha o conflito usando fontes locais.

Os curdos também se apossaram de uma grande quantidade de lançadores de granada impulsionados por foguete, armas de fogo e munição de metralhadoras.

Os embates mataram cerca de 13 militantes do Estado Islâmico, incluindo dois combatentes de alto escalão que vinham ajudando a liderar o ataque dos rebeldes à cidade, afirmou Abdulrahman.

As forças curdas parecem ter conseguido outras vitórias nos últimos dias de luta. Na semana passada, elas bloquearam uma estrada que o Estado Islâmico vinha usando para reabastecer suas forças, o primeiro grande avanço contra os jihadistas depois de semanas de violência.

“Durante os últimas dias, fizemos grandes progressos no leste e no sudeste”, declarou Idris Nassan, uma autoridade de Kobani.

Mas o Estado Islâmico ainda aparenta ter um poder significativo sobre a cidade. Abdulrahman estimou que os extremistas controlam mais de 50 por cento do seu território.

O Observatório disse que o Estado Islâmico também disparou pelo menos 13 bombas contra posições curdas em Kobani, mesmo enquanto aviões da coalizão liderada pelos EUA sobrevoavam a localidade.

A defesa de Kobani atraiu os combatentes curdos iraquianos conhecidos como peshmerga, assim como rebeldes sírios. Na segunda-feira, os militares norte-americanos declararam ter realizado nove ataques aéreos perto de Kobani desde o fim da semana passada, destruindo sete posições do grupo militante, quatro áreas de armazenamento e uma unidade.

(Reportagem de Sylvia Westall)

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