Datilógrafa das listas de Schindler se muda para Israel

Mimi Reinhard, de 92 anos, chega ao pais na terça, 2, onde viverá próxima do filho

EFE

02 de dezembro de 2007 | 09h51

Aquela que foi secretária do alemão Oskar Schindler, empresário que ajudou centenas de judeus durante a II Guerra Mundial, chegará terça-feira, 4, a Israel, onde vai viver perto do seu único filho e da família dele. Mimi Reinhard, de 92 anos, trabalhou durante três anos para Schindler, industrial que salvou vários judeus da perseguição nazista ao contratá-los para sua empresa e cuja história inspirou o premiado filme "A Lista de Schindler". A secretária aposentada, austríaca de nascença, tinha sido contratada pelo industrial e seu sócio Isaac Stern quando trabalhava como tradutora de alemão nos escritórios de um campo nazista na Polônia, em 1942. Os judeus que sobreviveram ao nazismo graças a Schindler, que, por lei, podia servir-se deles como "mão-de-obra vital" para sua empresa, eram mantidos no gueto da Cracóvia, na Polônia. "Eu escrevia à máquina os pedidos que (Schindler) apresentava às autoridades nazistas, entre estes as listas de trabalhadores de que precisava para a empresa", declarou Reinhard, que perdeu seu primeiro marido, polonês, durante o holocausto. Pouco após o fim da II Guerra, Reinhard viajou para a cidade de Tânger, no Marrocos, onde conheceu e se casou com um agente judeu do serviço secreto britânico. Este ajudou-a a encontrar seu filho Sacha, que, como milhares de outras pessoas, foi parar num campo de concentração. Sacha migrou há 30 aos para Israel, onde sua mãe desembarcará esta semana vindo de Nova York. Reinhard viverá num asilo da cidade de Herzliya, ao norte de Tel Aviv.

Tudo o que sabemos sobre:
HOLOCAUSTOSCHINDLER

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.