DAVOS-Guerra 'afunda a região' do Afeganistão, diz Karzai

O presidente do Afeganistão, HamidKarzai, disse na quarta-feira que a violência está tomandoconta da sua região e pediu aos países que enfrentem amilitância com ações em vez de retórica. "Enquanto o Afeganistão ainda é um campo de batalhacrítico, uma guerra que se espalha rapidamente está afetando aregião como um todo", disse Karzai em discurso no FórumEconômico Mundial. "Nossas estratégias nesta guerra foram frequentementeludibriadas por uma série de retóricas enganadoras", disse ele."Os governos na região precisam avançar além da retórica eparar de buscar seus interesses no uso dos extremistaspolíticos." Karzai não citou nominalmente nenhum país, mas suasrelações com o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, jáestiveram perto do rompimento devido às queixas afegãs de queinsurgentes do Taliban operam a partir do lado paquistanês dafronteira comum. Muitos militantes da Al Qaeda e do Taliban se refugiaramnas áreas fronteiriças depois da invasão norte-americana dofinal de 2001, em retaliação aos atentados de 11 de setembrodaquele ano. O Afeganistão atualmente enfrenta uma intensa insurgênciado Taliban, enquanto as forças paquistanesas confrontammilitantes pró-Taliban em diferentes partes do noroeste, pertoda fronteira afegã. Listando uma série de ataques em ambos os países, inclusiveo assassinato da líder oposicionista paquistanesa BenazirBhutto, em dezembro, Karzai disse que o "terrorismo mutante"toma conta da região. "Tudo indica que a difusão do terrorismo como um incêndioselvagem pela nossa região seja um prenúncio terrivelmente ruimpara todo o mundo." Karzai defendeu ações contra refúgios dos militantes e adestruição da sua infra-estrutura e das suas redes financeirase de recrutamento. O Afeganistão e o Paquistão, ambos aliados dos EUA,prometeram no passado colaborar contra a militância, mas derampoucos passos concretos nesse sentido. Na quarta-feira, o Paquistão enviou reforços militares àregião fronteiriça do Waziristão do Sul, onde as forças dogoverno tentam extirpar bastiões dos militantes acusados deestarem por trás da morte de Bhutto.

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